Nomeado na segunda-feira (23) pela então governadora Daniela Reinehr, o novo secretário estadual de desenvolvimento econômico sustentável, Henry Quaresma, ainda não conversou com o governador Carlos Moisés da Silva e não há certeza quanto a sua permanência no governo. Com perfil técnico e experiente em comércio exterior, Henry respondeu três perguntas para a coluna sobre seus planos para a retomada econômica em Santa Catarina.

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1 – O Estado vive uma instabilidade política . São dois processos de impeachment. Um julgado nesta sexta feira (27) e o outro que trata dos respiradores. Sabe-se que o investidor gosta de segurança e previsibilidade para investir. Qual o seu plano para a retomada econômica e atrair novos negócios?

Santa Catarina é um estado que se destaca no cenário nacional, com uma economia pujante, tem saldo positivo e crescente no surgimento de empresas e inclusive de empreendimentos que migram para cá. Apresenta ainda índices positivos da economia e no emprego, além de uma logística favorável. 

Com esta robustez e os processos bem definidos no âmbito da Secretaria, a exemplo do Prodec que é um excelente programa de incentivo do desenvolvimento do Estado e que pode ser ampliado e mais divulgado, é possível alavancar as atividades de atração de investimentos e de novos negócios. 

Do ponto de vista geral, fortalecer a economia por meio de áreas e programas estratégicos, focados no fomento do desenvolvimento econômico, na inovação e competitividade de empresas , além de apoio ao empreendedor do pequeno ao grande.

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2- O senhor é especialista em China. Escreveu livro sobre o assunto e ajudou empresas brasileiras a abrir mercados na China. Daniela Reinehr é fiel seguidora do presidente Bolsonaro que adota o discurso Trump, portanto anti-China. Inclusive, vem no Bolsonarismo expressões como “vírus chinês”. Isso pode lhe trazer algum desconforto?

Santa Catarina é um estado que tem uma forte relação econômica com a China, tanto na exportação de alimentos , onde o país oriental é um importante destino da carne suína produzida aqui, como pela parte logística dos portos, no litoral. 

Além disso, estimativas apontam que a economia chinesa é a grande exceção deste ano, entre os principais mercados do mundo, devastados pela pandemia. Então, nosso foco é o lado econômico e nesta ótica, a China é uma forte parceria no desenvolvimento e no aquecimento da economia catarinense, lembrando ainda que é o destino número um das exportações catarinenses e o principal fornecedor internacional de Santa Catarina.

3- O senhor falou com Carlos Moisés sobre continuidade no cargo?

Não, ainda não tive contato com o Governador Moisés, apenas aceitei este desafio como uma missão técnica e, com intuito de agregar e colaborar com o Estado, dada a experiência acumulada durante a minha carreira profissional. Acredito que somos peça nesta grande engrenagem que é o Estado de Santa Catarina, formada pelos poderes, pelos entes estaduais e nacionais, setor produtivo, empresas e entidades. Meu propósito aqui na Secretaria é somar, com um trabalho focado na atração de novos negócios, investimentos e fomento da economia.

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