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    Solução populista para a Lagoa do Peri em Florianópolis

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    Por Renato Igor
    19/09/2020 - 10h23 - Atualizada em: 19/09/2020 - 10h31
    Prefeitura de Florianópolis quer Interromper a captação de água  na Lagoa do Peri
    Prefeitura de Florianópolis quer Interromper a captação de água na Lagoa do Peri (Foto: Divulgação/ Casan)

    Muita fácil a decisão da prefeitura de Florianópolis em determinar que a Casan tenha 180 dias para interromper a captação de água na Lagoa do Peri, no sul da ilha, em Florianópolis, e achar fontes alternativas. Como se fosse uma operação simples deixar de usar um manancial fundamental para abastecer mais de 140 mil pessoas do leste e sul da ilha. A estiagem grave que reduz o nível de água da lagoa não é motivo, segundo os engenheiros sanitaristas neutros ouvidos pela coluna, para abandonar a captação no local.

    A Casan vem reduzindo a captação na Lagoa do Peri, ampliando poços e interligando com outras redes que trazem água do continente.

    Mais de 60% da água consumida na ilha vêm do continente. E lá, está sobrando água? Segundo o engenheiro sanitarista Vinicius Ragghianti, não.

    A prefeitura lavou as mãos e passou o abacaxi para a Casan resolver. Evitou, assim,  ficar de mal com os que pedem a suspensão da captação, numa ação mais populista do que técnica. 

    Muitos que criticam a captação da Casan não dependem dessa rede. Aí fica mais  fácil defender a unidade municipal de conservação.

    A prefeitura deveria atuar na fiscalização para evitar construções irregulares, estimular o reúso e uso racional de água.

    Prejuízo

    São dez anos de  obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Rio Tavares, em Florianópolis. Elas estão 60% concluídas mas a falta de consenso impede o andamento dos trabalhos, pois agora seria o momento de comprar alguns equipamentos, mas  a indefinição sobre a destinação do efluente tratado trava tudo.  A comunidade não aceita que a  destinação final seja lançada no Rio Tavares. Emissário submarino a comunidade também não quer. Enquanto isso, só há uma certeza: o esgoto está sendo lançado, agora, in natura no meio ambiente local.

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