A Águas de Bombinhas,  empresa do Grupo AEGEA e responsável pela concessão de água e esgoto, recebeu na terça-feira (24) do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) a Licença Ambiental de Instalação (LAI), que autoriza o início da construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município. As obras devem começar nos próximos dias e a nova ETE deverá ficar pronta em 2027. 

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O equipamento promete virar a página crítica de falta de saneamento e balneabilidade na cidade. Atualmente, Bombinhas tem cerca de 16% de tratamento de esgoto e vai saltar  para 73%, após a inauguração. Em 2028, no ritmo de investimento, a cobertura de esgoto será de 97%, acima dos 90% previstos no Marco Legal do Saneamento, com a meta de 2033. 

Bombinhas tem praias deslumbrantes:

No último relatório de balneabilidade do IMA, são sete pontos impróprios para banho e dez próprios. Para uma cidade que cobra a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), é pouco. No verão, as praias sem balneabilidade foram motivo de reclamação de turistas e moradores.

A licença é um instrumento de autorização essencial para a implantação do sistema, que irá transformar a realidade do saneamento na cidade. Atualmente, Bombinhas conta com uma ETE de tratamento de 50 litros por segundo. A nova ETE terá capacidade de tratamento de 165 litros por segundo.

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A nova estrutura será construída no bairro José Amândio. O primeiro passo será a retirada da vegetação (para possibilitar o início da execução das obras de terraplanagem). 

Apesar do pequeno porte, Bombinhas, com 28 mil habitantes,  receberá o maior investimento proporcional em saneamento do Brasil, conforme destaca a presidente da Aegea SC, Reginalva Mureb.

“Serão R$180 milhões aplicados no sistema de esgotamento sanitário, até 2028. Isso representa um investimento médio de R$ 1.071,00 por morador ao ano, durante seis anos. Este valor está muito acima da média do Brasil e de Santa Catarina”, comenta. Para se ter uma ideia, o investimento per capita/ano em saneamento em Santa Catarina é de  R$103,00, menor que o do Brasil que gira em torno de R$130,00, como detalha a presidente da concessionária. 

“Bombinhas planejou investir cerca de dez vezes mais que a média estadual, concentrando os aportes em seis anos, especialmente a partir de 2024, quando iniciamos a implantação das redes de coleta para tratamento dos esgotos, liberadas pelo órgão ambiental”, destaca.

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