Estamos no meio da Copa do Mundo a procura do que ela nos trouxe de novidade no Catar. A rigor, nada, exceção algumas surpresas nos resultados. Os primeiros destaques ficaram por conta dos campeões mundiais, os franceses. Sem alguns dos principais jogadores, a França ignorou os adversários do grupo com Mbappe, o principal jogador francês, decidindo os jogos quando preciso.

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O futebol insinuante e jovem da Espanha também chamou atenção nesta 1ª fase da Copa, embora não acredite que vá até a final. A Inglaterra corre por fora, jogando com alguma autoridade. Alemanha e Argentina, dois gigantes do futebol mundial, ainda não jogaram o que se esperava.

Na verdade, a fase de classificação da Copa mostrou os chamados países líderes do futebol como favoritos, salvo uma ou outra surpresa. Holanda e Dinamarca também não confirmaram o bom futebol que jogaram nas eliminatórias. A Bélgica, que na Rússia eliminou o Brasil, deixou a desejar. A África sempre traz alguma novidade e desta vez Marrocos, Senegal e Gana mostram bom futebol até aqui.

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Em uma avaliação geral, a Copa trouxe pouco de novidade. Tem muito jogo ainda e a partir de agora é matar ou morrer. Um jogo só para definir a sequência na Copa ou não. Por isso, os jogos devem ganhar em emoção e um pouco mais de qualidade.

Neymar

A pergunta que me fizeram no meio da semana foi: “Temos condição de ser campeão sem o Neymar?”. Na tampa: Não, não temos. Queiram ou não a importância dele é muito grande. A presença em campo atrai dois ou três marcadores, abrindo espaço para os demais. Com todos os problemas que Neymar possa ter, a presença dele em campo é determinante para a conquista do título. Falta-nos um protagonista de qualidade e nome internacional. Um jogador que imponha o respeito ao adversário. Absurdo achar que a seleção joga melhor sem Neymar.

Tite

Como todo comandante nosso técnico tem preferências, algumas discordantes da maioria dos torcedores. Gabriel Jesus é uma delas. Daniel Alves é outra. Não tempos um lateral-esquerdo de qualidade. A classificação para as oitavas de final veio e não foi fácil. Daqui pra frente a Copa ganha outra dimensão. Perdeu, vai embora. Na Rússia, demoramos demais para mexer no time e fomos eliminados pela Bélgica. Tite deve ter tirado lições importantes para evitar que isso volte a ocorrer. Por enquanto ainda vejo nossa seleção um pouco travada sem a liberdade e espontaneidade do jogador brasileiro que é o que sempre fez a diferença.

Brasil

O nosso futebol sempre foi muito respeitado em todo o mundo. Sempre fomos candidatos ao título e para muitos o eterno favorito. Não jogamos até agora o futebol para título, precisamos mais. Temos uma defesa sólida e com dificuldades nas laterais. Nosso ponto mais forte está no volante protetor da zaga, um misto de defensor e atacante marcador que é Casemiro (foto). Jogador notável. Nosso ataque usa a individualidade típica do brasileiro, mas de pouca produtividade para o futebol coletivo. Precisamos mais. Há dúvidas na meia cancha, onde a maioria pede a presença de Rodrygo. Os mais conservadores querem Fred. Há muita dúvida.

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Casemiro comemora gol marcado contra a Suíça, na 2ª rodada da fase de grupos (Foto: Nelson Almeida, AFP)

Facilidade

Para a imprensa, o Catar nos deu além da beleza do país, dos estádios e do futebol a facilidade para o trabalho. Em uma única cidade, todos os jogos. O fácil deslocamento, a proximidade dos locais dos jogos, a organização, internet de primeira, enfim, falta-nos a adaptação às regras do país. Assim como para o torcedor.

Giro Total

O melhor: Mbappé, da França, foi o craque da fase de classificação da Copa.

Bonito: Richarlison foi o autor do gol mais bonito do Mundial até agora.

Decepção: De Bruyne, da Bélgica, acompanhou o time e foi a decepção da 1ª fase.

Surpresas: O Marrocos e Arábia Saudita foram surpresas agradáveis.

Individual: Vários jogadores apareceram bem neste primeiro momento da Copa. Destaco Embolo, da Suíça, e Enner Valencia, do Equador.

Será? Ronaldo Fenômeno, que está no Catar, divulgou carta aberta em perfil nas redes sociais criticando torcedores que torcem contra o Brasil. Citou a contusão do atacante Neymar e diz que percebeu muitas críticas ao jogador. Ronaldo dá todo apoio ao craque e diz não entender a razão das críticas ao melhor jogador brasileiro.

Vaidoso: Cristiano Ronaldo continua o mesmo. Passa o jogo inteiro se olhando no telão do estádio, fazendo pose.

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