Águas de Joinville e prefeitura buscam acordo em ação milionária

Proposta em análise inclui plano de investimentos e ressarcimento por residência

Compartilhe:

Companhia está em tratativas com MP sobre termo de ajustamento de conduta

Na busca de acordo com o MP após condenação, a Águas de Joinville e a prefeitura de Joinville estão propondo se comprometer a investir R$ 350 milhões em saneamento básico nos próximos dois anos, além da devolução de R$ 5 por unidade residencial (casa ou apartamento). A proposta do termo de ajustamento de conduta (TAC) está em discussão com o Ministério Público de Santa Catarina. Por causa das tratativas em andamento, a Justiça suspendeu o andamento da ação judicial por 90 dias, a contar a partir do final de novembro. O pedido partiu da companhia de saneamento, prefeitura e MP.

Continua após a publicidade

Clique para receber notícias de Joinville e região no WhatsApp

Em março do ano passado, a Águas de Joinville e a prefeitura foram condenadas à devolução de valores aos consumidores devido ao aumento da tarifa em 2006: o reajuste de 12% foi considerado “desproporcional” por ter ficado bem acima da inflação do período, de 3,14%. A decisão foi tomada em primeira instância, em ação foi apresentada em 2013 pelo MP. O ressarcimento leva em conta também os reajustes seguintes, em efeito cascata, porque a tarifa de 2006 teria de ser reduzida. Em apelação, a companhia e prefeitura alegaram que o aumento foi legal e o impacto da indenização seria de R$ 687 milhões, se a sentença venha a ser mantida. Tal montante comprometeria os investimentos da Águas de Joinville na busca da universalização do saneamento.

Continua após a publicidade

No ofício encaminhado à Justiça, a Águas de Joinville e a prefeitura citam a possibilidade de acordo com o MP. Há preocupação com os impactos se a condenação venha a ser mantida, ainda que o valor possa vir a ser reduzido em outras instâncias judiciais. A preocupação é com eventuais impactos em futuros financiamentos por causa de indicadores financeiros (débitos da companhia precisam ser provisionados, ainda que em discussão judicial).

A Águas de Joinville e a prefeitura alegam ainda dificuldades de fazer os cálculos individualizados da indenização por economia. Em um exemplo, a cidade contava com 117 mil unidades residenciais em 2006 e agora são quase 230 mil. Os cálculos dos pagamentos em caso de alterações nas matrículas teriam de ser feitos de forma manual. Já o cumprimento do acordo, se fechado, pode ser feito a curto prazo. Águas de Joinville, prefeitura e MP estão em tratativas sobre o TAC.

Alta nos novos alugueis em Joinville se manteve acima dos dois dígitos em 2023

Nova licitação da ponte Joinville recebe quatro propostas

Continua após a publicidade

Futura duplicação em Joinville prevê nova rotatória

Rodovia do PR com divisa com SC tem plano para duplicação

Continua após a publicidade

Estudo vai apontar se ponte da Vigorelli poderá sair do papel

Novo elevado de Joinville tem nova data para inauguração

Continua após a publicidade

Por que obra “ícone” ainda não começou em Joinville