O futuro da maior parte do traçado da Via Mar ficará com a parceria público-privada (PPP) a ser formada para a nova rodovia litorânea de Santa Catarina. Para o início da implantação da estrada, foi escolhido o lote 4, com quase 25 km entre os municípios de Navegantes e Itajaí. O segmento, com edital lançado na semana, terá as obras bancadas pelo governo do Estado, em estimativa de desembolso de R$ 2,18 bilhões.

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Para os demais 120 km da Via Mar, as obras serão com a PPP. O lote de maior extensão, com 55 km entre Itajaí e o Contorno Viário da Grande Florianópolis ainda não teve projeto de engenharia contratado – a elaboração do estudo, assim como o projeto executivo, também deverá ficar com a PPP. O segmento é o mais complexo da Via Mar, com previsão de túnel duplo de 1,2 km, dois viadutos e dez pontes.

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Os projetos de engenharia dos demais lotes têm previsão de conclusão no segundo semestre de 2026. A estrada tem plano para eixo de 145 km entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis. Ainda não há estimativa de quando a modelagem da PPP será concluída. Na concessão, a Via Mar terá cobrança de pedágio pelo modelo eletrônico (free flow). A estimativa é de que a nova rodovia vai custar mais de R$ 8 bilhões

A Secretaria de Estado da Infraestrutura garante que os lotes foram projetados de forma independente. Dessa forma, conforme divulgado pela secretaria na terça-feira, os segmentos podem ser liberados ao tráfego assim que as obras forem concluídas. A funcionalidade, isto é, a autonomia de cada lote para o tráfego, é garantida pelo fato de que todos os segmentos têm ligações com rodovias federais e estaduais.

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“Tudo foi concebido neste contexto. Conforme a gente vai finalizando os lotes, a gente vai podendo liberar. A intenção nossa, obviamente, é, quando for dada a concessão, que a concessionária dê a função da rodovia utilizando os lotes que estão sendo finalizados”, afirma o secretário da Infraestrutura, Ricardo Grando.