A ferrovia entre Mafra e São Francisco do Sul deverá receber investimentos de R$ 608 milhões na futura concessão da Malha. Os recursos serão usados na modernização da linha de 212 km de extensão. Há ainda os investimentos na operação (Opex). A ferrovia faz parte do lote Corredor Paraná-Santa Catarina, um dos três segmentos da divisão da malha.

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Mapa da ferrovia

As audiências públicas para apresentação da modelagem dos três lotes serão realizadas em julho (o evento será realizado em Florianópolis, no dia 31). O cronograma do Ministério dos Transportes, revisado no final do mês passado, prevê lançamento do edital em dezembro e realização do leilão em março de 2027. A Malha Sul tem ainda os corredores Mercosul (com ramais em SC) e Rio Grande.

A ferrovia entre Mafra e São Francisco do Sul é a única da Malha Sul em operação em Santa Catarina (a outra ferrovia em funcionamento, no Sul do Estado, não faz parte dessa malha). Com primeiro trecho inaugurado em 1906, entre Joinville e São Francisco, a linha férrea é usada para o transporte de grãos para exportação pelo Porto de São Francisco do Sul, principalmente soja. Há ainda uma operação de menor porte, para transporte de bobinas de aço entre São Francisco e Araucária (PR). O transporte regular de passageiros foi encerrado em 1991.

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A atual concessão da Malha Sul, com ferrovias em SC, PR e RS, além de trecho em SP, vence em março de 2027, após 30 anos de duração, e deverá ser prorrogada por dois anos. O leilão será para o futuro contrato, com 35 anos. A malha tem 1,2 mil no km no Estado. Além da ferrovia no SC, a futura concessão prevê investimentos no Paraná, onde se concentra a maior parte das linhas do lote de 1,5 mil km.

Os investimentos na linha entre Mafra e São Francisco do Sul são para a padronização dos trilhos, com substituição de todos os perfis abaixo do modelo T57 – é um perfil com maior capacidade de suportar peso. O modelo é utilizado em parte da ferrovia. Os dormentes de madeira devem ter substituição integral. A recomposição da camada superior do lastro, formada por brita, está prevista, com substituição de pelo menos 80% do volume.

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O nivelamento, alinhamento e regularização e estabilização da via integram a lista de obrigações da futura concessão. Também será preciso substituir os aparelhos de mudança de via (“chaves”) para adequação aos novos trilhos.

O mapa do lote Corredor Paraná-Santa Catarina