A nova estimativa para os leilões das ferrovias da Malha Sul foi remarcada para março de 2027. A atualização do cronograma do Ministério dos Transportes foi divulgado nesta quinta-feira. Na programação anterior, os certames tinham previsão de realização em novembro de 2026. Mas como nem a etapa das audiências públicas foi realizada (as datas serão marcadas na próxima semana, em reunião da diretoria da ANTT), o intervalo foi ampliado. A previsão de lançamento dos editais dos leilões passou para dezembro. A modelagem ainda precisa ser submetida ao Tribunal de Contas da União.

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A atual concessão da Malha Sul foi iniciada em 1997 e se estende até março de 2027. Independentemente da data de realização dos leilões, o contrato será prorrogado por mais dois anos, com tratativas já em andamento. Nas futuras concessões, o conjunto 7,2 mil km de ferrovias na região Sul, com trecho em São Paulo, foi fatiado em três lotes, com dois deles com ramais em Santa Catarina.

Apenas a linha de 210 km entre Mafra e São Francisco do Sul está em operação entre os 1,2 mil km de ferrovias da Malha Sul em Santa Catarina. O ramal faz parte do Corredor Paraná-Santa Catarina, com previsão de R$ 4,7 bilhões em investimentos em 1,5 km de ferrovias. O outro lote com estradas de ferro no Estado é o Corredor Mercosul, com R$ 4,8 bilhões previstos para a futura concessão (confira mapas abaixo).

Resistência

O modelo de fatiamento da Malha Sul tem sido questionado desde o anúncio dos lotes, ainda no ano passado. Em documento recente, assinado pelos governos estaduais do Codesul (SC, RS, PR e MS) e entidades empresariais, foi reafirmado a crítica à divisão da Malha Sul, além de reforçada a cobrança para seja assegurada a recuperação dos trechos sem uso e a conexão com o restante da malha nacional.

 “(A fragmentação) não contempla as necessidades de integração logística e de desenvolvimento regional dos Estados do Codesul, tampouco assegura a plena articulação da região com a malha ferroviária nacional”, alegaram os Estados, em documento enviado ao Ministério dos Transportes. O ofício cita também passivos deixados ao longo da atual concessão, como degradação da infraestrutura, trechos desativados e “significativa” perda de capacidade operacional.

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Os lotes da Malha Sul

Corredor PR-SC

Corredor Mercosul

Corredor Rio Grande