Não chegou a ser um ano espetacular, mas 2017 representou um ano de certa recuperação nas finanças da Prefeitura de Joinville. A receita líquida passou de R$ 1,69 bilhão para R$ 1,79 bilhão. O avanço ficou em 5,8%, distante dos bons tempos dos dois dígitos, mas um bom resultado para um ano no qual a inflação ficou em 2,06% (índice do INPC, medido pelo IBGE).
Dá para fazer uma outra conta ainda, que mostra resultado melhor: se for retirada a receita patrimonial, aquela formada pela rentabilidade das aplicações do Ipreville, o crescimento da receita da Prefeitura ao longo do ano passado ficou ainda mais graúdo, de 8,7%. A exclusão da receita patrimonial é apenas um exercício, não tem valor contábil, mas como se trata de um dinheiro que não pode ser usado pela administração, deixa a conta mais perto da realidade.
Com R$ 450 milhões, o ICMS se mantém na liderança como a principal fonte de recursos da Prefeitura de Joinville. Um dos sinais do momento econômico melhor, é o sumiço nos discursos do governo Udo da ameaça de atraso nos salários, alerta tão presente entre 2015 e o início de 2017. O prefeito inclusive tem afirmado que o planejamento já mapeou o fluxo de caixa (entrada e saída de recursos) até o final do ano, um sinal de que há fontes asseguradas de entrada de dinheiro para bancar os gastos.
Mais tempo
A interdição do Centro de Bem Estar Animal vai se manter até ao final de março. O surto de cinomose está controlado, mas a reabertura só pode ser feita apenas três meses depois do último registro da doença. A unidade está interditada desde novembro, sem receber novos animais, mas continua prestando atendimento aos chamados feitos pela ouvidoria.
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