Ainda que a projeção para 2027 aponte um sensível avanço em relação a 2026, o índice de Joinville na partilha do ICMS está distante de recuperar o patamar de um passado relativamente recente. Para o ano que vem, a cidade mais populosa do Estado tem estimativa de ficar com 7,91% do montante do imposto que volta para os municípios.
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É o segundo maior percentual entre os índices ainda provisórios, atrás da líder Itajaí (com 8,18%). Os números definitivos saem em dezembro. Além da liderança no retorno do ICMS, perdida há três anos, Joinville enfrentou recuo na participação do retorno, deixando de receber receita significativamente maior, em processo iniciado ainda nos anos 2000.
Há apenas dez anos, em 2016, Joinville tinha uma fatia de 9,43% no retorno do ICMS. Em período ainda mais distante, de duas décadas atrás, estava acima de dois dígitos, com 10,32%. Nesse período, a cidade continuou com expressivo crescimento econômico, se mantendo como maior PIB do Estado, com exceção do período em que Itajaí liderou por dois anos.
Na divulgação do ano passado, Joinville retomou a condição de maior economia de Santa Catarina. Em outro exemplo do avanço, Joinville criou 53 mil vagas de emprego desde o início de 2020, quando começou nova metodologia do Caged.
No entanto, houve crescimento também em outras cidades, cujo Araquari é o melhor exemplo na região de Joinville. O avanço do setor portuário, incluindo logística e importação, também ajudou a desconcentrar a receita tributária, como demonstram Itajaí e Itapoá e cidades do entorno. Mesmo com a queda no índice, a receita de Joinville com o ICMS continuou crescendo porque o avanço econômico se manteve – o ganho seria maior ainda, evidentemente, se o índice de repartição se manteve.
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O ICMS se mantém como a principal receita da prefeitura de Joinville. Nos últimos 12 meses, entraram R$ 925 milhões de retorno do imposto. Além disso, houve ampliação da arrecadação com impostos municipais, em especial com o ISS, hoje na faixa de R$ 600 milhões por ano. Outras fontes de receita, também ajudaram a compensar a perda proporcional de Joinville na distribuição do ICMS. Mas os tempos de dois dígitos na partilha do tributo ficaram para o passado.

