Ausentes dos investimentos na futura concessão das ferrovias em Santa Catarina, os contornos ferroviários de Joinville e São Francisco do Sul continuam sem previsão de retomada das obras. Os dois ramais planejados para retirar a passagem dos trens de cargas do perímetro urbano fazem parte da mesma ferrovia, a EF-485 (entre Mafra e São Francisco do Sul). As obras pararam em junho de 2011, para revisão dos projetos. Os trabalhos foram concluídos e agora o DNIT busca a inclusão dos contornos no PAC. Sem a previsão na concessão, as obras só poderão ser retomadas com aportes do governo federal.
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Para a futura concessão da Malha Sul, com leilão previsto para março de 2027, houve divisão em três lotes. A linha entre Mafra e São Francisco do Sul, com 212 km de extensão, fará parte do Corredor Paraná-Santa Catarina. O investimento previsto na ferrovia é de R$ 608 milhões, para modernização, em recursos a serem bancados pela concessionária.
Os recursos serão usados na padronização dos trilhos, com substituição de todos os perfis abaixo do modelo T57 – é um perfil com maior capacidade de suportar peso. O modelo é utilizado em parte da ferrovia. Os dormentes de madeira serão trocados e está prevista a recomposição da camada superior do lastro, formada por brita, entre outros investimentos.
Os contornos de Joinville e São Francisco do Sul não entraram entre os investimentos. As construções iniciadas em 2009 pararam para revisão dos projetos e tiveram os contratos rescindidos. Houve tentativas de inclusão das obras na antecipação da prorrogação da concessão, ainda na década passada, mas a modalidade foi descartada – o atual contrato até deve ser estendido, mas em formato de apenas dois anos.
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