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SUSPENSÃO DE PAGAMENTOS

Udo diz que aprovação de projeto sobre Ipreville garante salários em dia e ironiza votos contrários

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Saavedra
Por Saavedra
25/06/2020 - 13h30
Udo diz que não havia motivos para votos contrários à suspensão dos pagamentos (foto: Divulgação)
Udo diz que não havia motivos para votos contrários à suspensão dos pagamentos (foto: Divulgação)

A aprovação do projeto de suspensão de pagamentos ao Ipreville foi considerada fundamental por Udo Döhler para manter os salários em dia na prefeitura de Joinville. “Com o repasse de R$ 72 milhões e esse projeto do fundo de previdência, não só asseguramos o pagamento em dia da folha como também a manutenção de programas na saúde e na assistência social. Foi um presente para cidade”, alega o prefeito de Joinville.

A Câmara de Joinville aprovou a suspensão dos pagamentos ao fundo municipal de previdência na noite de quarta-feira. Com o dispositivo, previsto na lei federal de auxílio aos Estados e municípios por causa da pandemia, a prefeitura está livre de pagar R$ 111 milhões em 2020. A quantia é referente às contribuições patronais e ao déficit atuarial. O montante pode chegar a R$ 147 milhões se forem incluídos outros pagamentos. O que deixar de ser pago em 2020 terá de voltar a ser quitado a partir de 2022, com diluição nos saldos devedores.

“O Ipreville tem uma situação muito boa, são R$ 3,8 bilhões de patrimônio. Muitas outras cidades não poderiam suspender, mas não é o caso de Joinville, que está com as contas em dia”, diz Udo. A aprovação do projeto teve resultado apertado, com dez votos favoráveis a nove contra.

O placar surpreendeu o governo Udo, afinal, a base tem 13 vereadores. Para Udo, quem votou contra acreditou em “lorotas” de que o projeto seria prejudicial. “Fico tentando encontrar um motivo para o projeto tão importante para cidade ter recebido nove votos contrários e não consigo encontrar, por mais que me esforce”, ironiza Udo.

Na sessão realizada de forma virtual, houve apelos de grupos de servidores contra a aprovação do projeto. O Sindicato dos Servidores considerou o projeto um “calote” da prefeitura ao Ipreville e lamentou a aprovação.

Há outro projeto da prefeitura na Câmara sobre tema previdenciário, de elevação da alíquota da contribuição dos servidores de 11% para 14%. A pressão do funcionalismo fez os vereadores adiarem a votação em fevereiro. A Câmara tem a pretensão de votar ainda em junho, mas há possibilidade de adiamento.

Leia mais - Prefeitura de Joinville não vai recuar no decreto de isolamento de idosos

Jefferson Saavedra

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Jefferson Saavedra traz análises e notícias exclusivas dos assuntos mais relevantes do Norte catarinense, com foco nos bastidores de todos os temas que envolvem especialmente Joinville e região, como política, segurança, mobilidade, saúde e educação.

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