O revestimento em asfalto foi apontado como a solução mais adequada para a pavimentação da futura rodovia litorânea em Santa Catarina, a Via Mar. A avalição de diferentes alternativas, como concreto, faz parte das diretrizes da Secretaria de Estado da Infraestrutura para anteprojetos, mas a composição do solo foi determinante para a escolha do asfalto. O governo do Estado tem ampliado o uso de concreto em estradas estaduais, como na SC-477 (Planalto Norte) e SC-416 (entre Garuva e Itapoá), em fase de licitação. Mas a Via Mar será de asfalto.

Continua depois da publicidade

Confira imagens

O edital de obras lançado na quarta-feira pelo governo do Estado é para o segmento entre as SCs 414 e 486, ligando a região de Luiz Alves e Navegantes a Itajaí, em rota paralela à BR-101, com 25 km de extensão. Os demais estão em fase de projeto e serão implantados por meio de PPP. A Via Mar terá 145 km, entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis.

A ocorrência de solos moles na região do lote foi apontada como situação em que não há indicação para uso de pavimentos rígidos, como o concreto. A alegação é que a estruturas não suportariam os impactos de eventual adensamento do solo. Há uma série de providências que podem ser tomadas para corrigir, como aterramento, para a eliminação dos recalques, mas o custo seria inviável economicamente, conforme apontado.

Mesmo com a opção pelo asfalto, uma série de medidas serão tomadas para aumentar a resistência dos solos ao longo do traçado da Via Mar no lote em licitação. Um dos viadutos previstos para o segmento foi proposto como forma para transpor área de solos moles. O lote com edital lançado tem valor máximo de R$ 2,2 bilhões. Serão quatro anos para a execução, com os seis meses iniciais para a elaboração dos projetos.

Continua depois da publicidade