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ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA

“Vocês não imaginam o que nós passamos”, diz novo presidente da Câmara de Joinville

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Saavedra
Por Saavedra
02/01/2021 - 06h49
Integrante do "grupo dos onze", Maurício Peixer elogiou a firmeza dos aliados em manter o apoio
Integrante do "grupo dos onze", Maurício Peixer elogiou a firmeza dos aliados em manter o apoio (Foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

Ressabiado de disputas anteriores, Maurício Peixer (PL) só demonstrou alívio após a eleição desta sexta-feira à noite, quando foi escolhido presidente da Câmara de Joinville, com 14 votos, em chapa única (não houve disputa porque outro grupo preferiu não apresentar candidato quando notou que não teria votos suficientes). No seu discurso, Maurício insistiu em independência, fez agradecimento ao “grupo dos onze” e não deixou de desabafar.

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“Vocês não imaginam o que nós passamos nos últimos dias. Não vou falar aqui porque já passou e não cabe nesse momento procurar culpados, mas nós tivemos um sofrimento psicológico muito forte”, lamentou o novo presidente da Câmara, sem entrar detalhes, mas provavelmente se referido aos movimentos contrários à sua candidatura. Maurício citou ainda ter ficado “noites sem dormir”.

Maurício fez elogios ao “grupo dos onze” pela “honra” em manter a palavra. “Nunca vi, em 24 anos, uma posição firme e forte”. Além dele, o grupo teve participação de Alisson Julio (Novo), Érico Vinicius (Novo), Neto Petters (Novo), Kiko do Restaurante (PSD), Pastor Ascendino Batista (PSD), Diego Machado (PSDB), Wilian Tonezi (Patriota), Brandel Junior (Podemos), Tânia Larson (PSL) e Osmar Vicente (PSC). 

“Ninguém arredou o pé”, reforçou o presidente da Câmara. O vereador do PL também acabou recebendo o voto dos três vereadores do MDB (Adilson Girardi, Claudio Aragão e Henrique Deckmann) – a bancada emedebista estava inicialmente participando da articulação do outro bloco.

HISTÓRICO

Maurício Peixer foi personagem em diferentes disputas pela mesa diretora. Em 2004, o vereador surpreendeu e se licenciou do PMDB para poder votar em Darci de Matos (DEM), enquanto seu partido tinha nome próprio. Depois, Maurício rumou ao PSDB. No final de 2010, no governo Carlito, Maurício era franco favorito, mas Odir Nunes articulou com vereadores governistas, inclusive do PT, e conquistou o cargo.

Na segunda metade do primeiro mandato de Udo Döhler, Maurício era o preferido do prefeito. Mas Rodrigo Fachini, com incentivo de lideranças peemedebistas insatisfeitas com Udo, conseguiu a maioria. No mandato seguinte, Maurício trocaria o PSDB pelo PL e romperia com o prefeito, indo para a oposição. Agora, realizou o desejo de ser o presidente da Câmara de Joinville.

Jefferson Saavedra

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Jefferson Saavedra traz análises e notícias exclusivas dos assuntos mais relevantes do Norte catarinense, com foco nos bastidores de todos os temas que envolvem especialmente Joinville e região, como política, segurança, mobilidade, saúde e educação.

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