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Crônica

Atestado de beleza pura

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Por Sérgio da Costa Ramos
15/01/2019 - 05h00 - Atualizada em: 15/01/2019 - 05h00
Amanhecer na Lagoa da Conceição
Amanhecer na Lagoa da Conceição
(Foto: )

O tempo atmosférico tem sido o  “casamento de espanhol” – para rimar com “chuva e sol”. Mas ainda bem que existem as manhãs ensolaradas  para que nossa retina possa descansar das coisas feias produzidas pelo homem.

Depois de testemunhar um amanhecer na Lagoa da Conceição, um vivente jamais será o mesmo. As águas, o verde, as dunas, as “donas”...

A “epifania” da Lagoa da Conceição pode ter sido uma das primeiras imagens da Criação. Aquele exato momento em que o Senhor decidiu criar a luz para presidir o dia, separando o que era “Terra” e o que era “Água”.

O olho do satélite enxerga nosso Estado como um triângulo  - o vértice no rio Peperiguaçu, fronteira com a Argentina, onde se desenvolveu  uma verdadeira “Califórnia agroindustrial”.

A base fica na costa do Atlântico, onde se espreguiça aquela paisagem única, “assinada” pelo mais poderoso de todos os arquitetos. São nada menos que 500 quilômetros de milagres – a recortada costa catarinense, na forma de praias brancas, dunas, promontórios, enseadas, restingas e lagoas.

Nesse buquê de beleza pura, em que convivem em harmonia o mar e a montanha, o litoral  catarinense é um colírio para os estetas. Do mar de Anita Garibaldi, em Laguna, a São Joaquim, estação “alpina” da Serra, uma estrada entalhada na rocha coleia por vertiginosos 12 quilômetros de ascensão, até chegar aos 1450 metros do Morro da Igreja.

Haverá estrada mais bela do que a da Serra do Rio do Rastro, esculpida na rocha, subindo rumo aos altares mais sagrados? Daqueles cumes, com a mão longa do Criador e os olhos postos no “Sublime”, pode-se tocar as dunas do Rincão e da Laguna, juntando-se serra e mar numa só retina...

°°°

E há, claro, esta nossa “Ilha-Paradiso”. Que vale a construção de mil pontes como a Hercílio Luz - e que convida os seres humanos que a amam a beijar o regaço de suas 42 praias. Ainda mais belas sob a luz abrasiva do verão.

Quem não gosta da Ilha de Santa Catarina – e da capital que ela hospeda – bom sujeito não é. É como aquele personagem do samba: ruim da cabeça ou doente do pé. Pior: é um ser humano que ainda não se inebriou daquele líquido que Shakespeare chamava de “o leite da bondade humana”.

Quem não gosta da Ilha, não precisa se desculpar. Mas faça o sublime favor de passar férias onde não haja areias alvas e ocasos raros.

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Sérgio da Costa Ramos

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Crônicas que traduzem os sentimentos do catarinense ao tratar da cultura e características de quem vive no Estado. Este espaço deixou de ser atualizado.

sergiodacostaramos@uol.com.br

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