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    A dura resposta de Moisés e Paulo Eli ao Sindifisco sobre atraso de salários em 2020

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    Por Upiara Boschi
    07/01/2020 - 08h57 - Atualizada em: 07/01/2020 - 09h13
    Moisés e Paulo Eli (à esquerda) classificaram declarações do presidente do Sindifico como "ameaça" e negaram possibilidade de atraso de salário em 2020. Foto: Júlio Cavalheiro, Secom/Divulgação
    Moisés e Paulo Eli (à esquerda) classificaram declarações do presidente do Sindifico como "ameaça" e negaram possibilidade de atraso de salário em 2020. Foto: Júlio Cavalheiro, Secom/Divulgação

    O governador Carlos Moisés (PSL) e o secretário Paulo Eli, da Fazenda, usaram o mesmo termo - “ameaça” - para classificar a fala do presidente do Sindifisco, José Antônio Farenzena de que faltará dinheiro para pagar salários se não for restabelecido o pagamento mensal de R$ 4,6 mil aos auditores fiscais a título de indenização por uso do próprio carro. A declaração dada à colunista Estela Benetti na semana passada foi rebatida por ambos.

    Eli garantiu que o Estado vai manter os salários em dia ao longo de 2020. A mudança nas regras de pagamento do benefício para auditores, fiscais e outras categorias foi feita por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O valor fixo foi reduzido a R$ 1,5 mil. Farenzena alega que sem a indenização por uso do próprio automóvel e sem frota própria, haverá prejuízo às operações de fiscalização - com efeito na arrecadação do Estado.

    A reação de Moisés e Eli na entrevista coletiva realizada nesta terça-feira foi enfática. O governador disse que há um “movimento muito estranho, pouco republicano” em setores da Fazenda e que não vai se submeter a “ameaças de categorias e corporativismo”. O secretário lembrou que o alto volume de servidores próximos à aposentadoria na pasta que comanda e que a “ameaça é sempre uma oportunidade”. Salientou que vai mudar o modelo das operações de rua para “redesenhá-las em um novo modelo”.

    Leia a íntegra das falas de Moisés e Paulo Eli:

    Carlos Moisés - Eu vi algum movimento, especialmente de pessoas insatisfeitas dentro da própria Fazenda, sindicatos dizendo que o Estado vai deixar de arrecadar.

    Vejo como um movimento muito estranho, pouco republicano e sem identidade catarinense. Nós temos que continuar brigando para o Estado continue arrecadando, sim.

    Nós, a Fazenda, as secretarias, continuar lutando para que se estabeleça a nota fiscal eletrônica para melhorar a arrecadação do Estado. Nós não podemos trabalhar com ameaças de categorias e corporativismo.

    Paulo Eli - Nós temos questões em relação ao Sindifisco, em relação às categorias, de reivindicações de alguns pontos que o TCE está questionando em função de remuneração, mas isso não vai afetar o trabalho do grosso da secretaria.

    As operações de rua nós vamos redesenhá-las em um novo modelo.

    Estamos analisando o parecer do TCE para adequar a Fazenda às novas condições. Cada ameaça, para mim, é sempre uma oportunidade. Dois terços (dos servidores da Fazenda), inclusive eu, temos tempo de aposentadoria.

    Temos uma oportunidade enorme de criar uma nova Fazenda em cima da eletrônica, da tecnologia, da inteligência artificial.

    Com poucas pessoas trabalhando, mas como gestoras de projetos. Garanto que essa ameaça de julho não existe.

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