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    Processo de impeachment

    Em busca de apoio do MDB, Moisés encontra ex-governadores e senador Dário Berger

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    Por Upiara Boschi
    04/08/2020 - 18h08
    Eduardo Pinho Moreira e Carlos Moisés, ainda nos tempos da transição de governo. Na segunda-feira, eles estiveram novamente juntos no apartamento de Casildo Maldaner
    Eduardo Pinho Moreira e Carlos Moisés, ainda nos tempos da transição de governo. Na segunda-feira, eles estiveram novamente juntos no apartamento de Casildo Maldaner (Foto: Secom/Divulgação)

    Em sua tentativa de atrair o apoio do MDB contra o processo de impeachment aberto na Assembleia Legislativa, o governador Carlos Moisés (PSL) saiu da Casa d’Agronômica para um encontro com os caciques do partido na noite de segunda-feira. Ele foi recebido no apartamento do ex-senador e ex-governador Casildo Maldaner em Florianópolis, com a presença dos também ex-governadores Eduardo Pinho Moreira e Paulo Afonso, além do senador Dário Berger.

    Não foi um jantar, embora Moisés tenha tido a oportunidade de provar as roscas de polvilho que Maldaner sempre traz de Maravilha, no Oeste do Estado. Com todos os participantes usando máscaras, o cardápio foi estritamente político - em um encontro definido por um dos presentes como o de três ex-governadores, o atual e um possível futuro governador, referência a Dário, que pretende disputar o governo em 2022.

    O encontro foi articulado no final de semana. O apartamento de Casildo na avenida Beiramar Norte, centro da Capital, foi o lugar escolhido por facilitar o acesso de todos os envolvidos. Antes de chegada de Moisés, os caciques emedebistas tiveram uma conversa prévia. O governador Moisés fez uma apresentação sobre o momento vivido pela gestão e se disse injustiçado em relação processo de impeachment baseado no pagamento da chamada verba de equivalência de R$ 4,9 mil aos procuradores do Estado.

    A conversa que se seguiu foi cordial. Os ex-governadores e o senador deixaram claro que quem vota o impeachment são os deputados estaduais - o MDB tem a maior bancada da Alesc, com nove integrantes -, mas que podem conversar com os parlamentares em busca de um acordo. A eventual participação dos emedebistas no governo Moisés foi vista com cautela. Os caciques temem a pecha de que o partido apoia o governador em troca de cargos. Teriam ouvido de Moisés que essa participação seria construída em uma ampla reformulação da gestão que marque “um novo momento” do governo.

    Embora o gesto de Moisés em procurar os caciques do MDB tenha sido avaliado como positivo, o partido ainda discute que posição tomar em relação ao impeachment. Na bancada, ainda há ressentimentos pela falta de diálogo que levou ao afastamento dos emedebistas da base governista no início do ano.

    Na reunião da executiva estadual do partido na segunda-feira, foi ratificada uma posição já definida entre os deputados estaduais que a sigla votaria unida - seja a favor, seja contra. O tema será objeto de uma reunião presencial entre a bancada, o senador Dário e os ex-governadores - provavelmente na próxima segunda-feira, se os emedebistas encontrarem um lugar em que possam reunir tantos caciques sem quebrar os protocolos de segurança em relação ao coronavírus.

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