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Filiação de Napoleão indica rumo do PSD, mas existem outros desafios

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Por Upiara Boschi
02/08/2019 - 18h10 - Atualizada em: 02/08/2019 - 18h15
Foto: Patrick Rodrigues

O ex-prefeito blumenauense Napoleão Bernardes torna-se um filiado do PSD oficialmente na próxima terça-feira, em evento discreto na nova sede estadual do partido em Florianópolis. A ideia inicial era um ato de peso em Blumenau, mas a avaliação é de que não é momento de celebração político-partidária. Assim, ele assina a ficha e já participa da reunião da executiva estadual sob comando do deputado estadual Milton Hobus, presidente do PSD-SC.

Napoleão é peça importante na estratégia de médio prazo do partido comandou o Estado entre 2011 e 2018, mas que saiu das urnas ano passado em frangalhos - mais por desentendimento entre seus caciques do que por seus resultados, aliás. É uma liderança jovem, com experiência administrativa e que pode disputar qualquer vaga majoritária em 2022.

Nome natural para esta função, Gelson Merisio - segundo colocado nas eleições para o governo ano passado - deixou a sigla por absoluta incompatibilidade com os demais caciques - o ex-governador Raimundo Colombo, o deputado estadual Júlio Garcia, presidente da Assembleia Legislativa, a eminência parda Jorge Bornhausen. Sem ele, o projeto 2022 teria que ser construído em cima de Júlio Garcia, Colombo ou Milton Hobus.

Desde o final do ano passado, após o fracasso da aliança MDB-PSDB, em que foi vice de Mauro Mariani (MDB), Napoleão tem sido cortejado por Júlio Garcia, Bornhausen, primeiro, e Colombo, depois. Sentiu-se mais valorizado do que no PSDB, onde os caciques logo fecharam a porta à possibilidade de que assumisse a presidência estadual da sigla.

O ex-tucano poderia ficar sem partido até o quadro clarear - conselho de aliados como o prefeito blumenauense Mario Hildebrant -, mas entendeu que era o momento de fazer um gesto em direção a quem o tem acolhido. Há quem acredite que o ex-prefeito apenas vai trocar os problemas de endereço, continuando com o futuro atrelado ao humor de velhas raposas da política. É um risco e a atividade política envolve assumi-los.

Com o filiação de Napoleão, o PSD também indica o perfil de nomes que busca para o partido. Nacionalmente, o presidente Gilberto Kassab fixou a orientação de que o partido tenha candidatos a prefeito em todas as capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes - seriam 13 em Santa Catarina, e delas apenas em Joinville (Darci de Matos), Chapecó (João Rodrigues) e Lages (Antonio Ceron) existem nomes naturais. O maior desafio, inclusive, é Florianópolis, onde o PSD perdeu o rumo junto com o ocaso da liderança do ex-prefeito Cesar Souza Junior.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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