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Encontro

Gean e Napoleão em breves conversas

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Upiara
Por Upiara Boschi
23/01/2019 - 06h00
Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau e Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis.
Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau e Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis.
(Foto: )

Tarde de segunda-feira, encontro em um café do Centro de Florianópolis o ex-prefeito blumenauense Napoleão Bernardes (PSDB). Não era o único tucano a circular pela região, porque era dia de reunião da executiva estadual do PSDB. No dia seguinte, também à tarde, foi a vez de encontrar o prefeito florianopolitano Gean Loureiro (MDB) na calçada que dá acesso à prefeitura, também na região central da Capital.

Napoleão e Gean são personagens interessantes no jogo político estadual porque ambos, de alguma forma, significam a renovação que ia sendo construída dentro dos partidos tradicionais e que acabou surpreendida pela onda conservadora que impulsionou o PSL em outubro como representante do novo – no país todo, mas especialmente em Santa Catarina.

Em comum, o tucano e o emedebista têm as vitórias nas urnas em 2016, quando conquistaram as prefeituras de Blumenau e Florianópolis. Em segundo mandato, Napoleão praticou o ousado gesto da renúncia em abril do ano passado para concorrer nas eleições estaduais.

Sonhou com o Senado, flertou com o governo e acabou vice na chapa de Mauro Mariani (MDB). O decepcionante terceiro lugar de uma chapa montada aos moldes tradicionais da política interrompeu a ascensão do jovem tucano.

Gean estava no mesmo time, como cabo eleitoral. Coordenou na Grande Florianópolis a chapa Mariani/Napoleão, sem resultados expressivos. Apostou no apoio à candidaturas do vereador Gui Pereira (MDB) a deputado federal e de Válter Gallina (MDB) a deputado estadual, também alcançando pífio desempenho. Um sinal amarelo acendeu no gabinete do emedebista.

O caminho de Napoleão passa pelo do PSDB catarinense. O ex-prefeito tem perfil que mescla juventude e experiência que ainda pode ser requisitado pelo eleitorado, mas ainda tem dificuldade de impor-se diante dos caciques tucanos - como aconteceu em outubro do ano passado.

Na reunião da executiva, segunda-feira, tratou da sucessão na presidência estadual do partido, que será definida em março. O deputado estadual Marcos Vieira não pode concorrer à reeleição e a opção por Napoleão tem simpatia nas bases e em alguns lideranças de prestígio.

Ao mesmo tempo, o deputado federal não reeleito Marco Tebaldi também ensaia conversas de bastidor para ocupar o posto - teria o apoio do prefeito criciumense Clésio Salvaro. Perguntei a Napoleão se ele seria candidato e ele, tucanamente, disse ficar honrado com a lembrança e que até março muita coisa aconteceria. Precisa cuidar para que não decidam por ele, novamente.

Na calçada junta à entrada da prefeitura, encontrei Gean Loureiro disposto a fazer da segunda metade do mandato com fortes marcas. Ao seu lado, estava Gallina, agora secretário de Infraestrutura. Voltavam de uma conversa com o secretário estadual da mesma pasta, Carlos Hassler.

A ideia é estreitar relações e parcerias. A primeira deve ser para duplicação da SC-404, que cruza o bairro Itacorubi. Gean determinou que a prefeitura pague o projeto. Perguntei se trocaria de partido, como tanto se comenta nos bastidores. Garantiu que não. Pelo menos não em gesto isolado.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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