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    Análise política

    Impasses locais podem fazer PP perder Pedrão e Lucas Neves, os vereadores recordistas de 2016

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    Por Upiara Boschi
    28/06/2019 - 06h05 - Atualizada em: 28/06/2019 - 14h28
    Pedrão teve a maior votação de um vereador na história do Estado. (Foto: Leo Munhoz / NSC Total)

    Herdeiro da tradição conservadora da Santa Catarina, o Progressistas (PP) é frequentemente citado como um partido com dificuldade em renovar suas lideranças e refém de sua expressão maior no Estado, o senador e ex-governador Esperidião Amin. Curioso nisso tudo é que as urnas da última eleição municipal, em 2016, apontaram um interessante caminho para remoçar a legenda.

    Em Florianópolis, uma atuação muito ligada às redes sociais e independente em relação ao partido e à gestão municipal fizeram de Pedrão Silvestre um fenômeno eleitoral: 11,1 mil votos, a maior votação de um vereador na história do Estado. Em Lages, outro recorde. O jornalista Lucas Neves recebeu apoio de 6,6% do eleitorado lageano para chegar à Câmara - 6,1 mil votos no total. 

    Pedrão e Lucas saíram das urnas consagrados por suas votações e automaticamente se tornaram nomes naturais para disputar as prefeituras de suas cidades. Hoje, ambos estão prestes a bater em retirada do PP.

    Se forem confirmadas as saídas, eles se juntam a outros progressistas que foram nem nas urnas de 2016 e que acabaram deixando o partido para crescer - e que devem ser candidatos a prefeito agora. Em Criciúma, Daniel Freitas foi reeleito pelo PP como o segundo vereador mais votado. Sem apoio para concorrer a deputado estadual pelo partido, migrou para o PSL e virou deputado federal a bordo da Onda Bolsonaro. Hoje é o mais forte adversário à reeleição do prefeito Clésio Salvaro (PSDB). 

    Em Blumenau, foi pelo PP que Ricardo Alba chegou à Câmara de Vereadores em 2016, com a oitava maior votação. Também à bordo da Onda 17, filiado ao PSL, chegou à Assembleia Legislativa ano passado com a maior votação do Estado. Tornou-se nome natural para disputar a prefeitura. Sem sucesso na eleição de Chapecó em 2016, quando ficou na suplência, Caroline de Toni é outra que trocou o PP pelo PSL e se elegeu. Hoje deputada federal, deve disputar a prefeitura.

    Voltando a Pedrão e Lucas, ambos enfrentam dificuldades internas que atrapalham suas pré-candidaturas. Em Lages, o PP integra a gestão do prefeito Antonio Ceron (PSD). O destino deve ser o Podemos, que vai tentando ganhar corpo no Estado.

    Pedrão tem a frente o símbolo maior do partido: a família Amin. Em 2018, tentou se distanciar do deputado estadual João Amin e da deputada federal Angela Amin. Agora, enfrenta internamente a pré-candidatura de João. Na noite de quinta-feira, o partido definiu Alessandro Abreu como nome de consenso para a presidência municipal. Tem boa relação com os dois lados da disputa interna, o que posterga por mais algum tempo uma possível e provável ruptura.

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