Em menos de três meses, o deputado estadual Maurício Eskudlark (PL) passou da condição de líder do governo Carlos Moisés (PSL) para a de potencial algoz. É dele o pedido de impeachment do governador por causa da polêmica compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões – até hoje não entregues e pagos antecipadamente. No Cabeça de Político Podcast desta semana, Eskudlark conta os motivos que levaram a sua mudança de posição e revela que não teve respaldo como líder para falar em nome do governo – nem mesmo o telefone direto do governador lhe foi dado.

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Ouça a íntegra do Cabeça de Político com Maurício Eskudlark:

– Eu fui líder e vi que é um governo isolado, um governo de quatro ou cinco pessoas. O que liderança, deputados, outras pessoas falam não é levado em conta. Hoje eu vejo que o que está acontecendo é resultado dessa forma de pensar. Poucas pessoas são ouvidas e o governador é que decide tudo junto com o Douglas Borba (Casa Civil). Ninguém tem voz ativa dentro do governo – diz Eskudlark.

O parlamentar fala sobre os problemas de articulação política de Moisés e defende que o processo de impeachment ande paralelamente à CPI instalada para investigar a compra dos respiradores.

– A CPI é muito importante para apurar tudo, mas nós já temos um fato específico em que o governo afrontou a legislação em vigor, fez um pagamento antecipado sem as cautelas e sem cumprir a lei. E tem a participação do governador, por ação ou omissão. Esse governo perdeu toda a confiabilidade – afirmou.

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Relator de reforma da previdência estadual – com regime de urgência retirado em razão do foco no combate à pandemia do coronavírus – Eskudlark também defende que a tramitação seja retomada para votação da proposta até julho.

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