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Merisio vai para o PSDB e se alinha ao projeto Dória

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Por Upiara Boschi
18/11/2019 - 22h07 - Atualizada em: 18/11/2019 - 22h35
Merisio entra para o time tucano com aval de lideranças estaduais e nacionais. Foto: Divulgação
Merisio entra para o time tucano com aval de lideranças estaduais e nacionais. Foto: Divulgação

Segundo colocado na disputa pelo governo do Estado ano passado, o ex-deputado estadual Gelson Merisio vai virar tucano. A definição veio nesta segunda-feira, após reunião em São Paulo com o governador paulista João Dória e o presidente nacional do PSDB, deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE). De Santa Catarina, estavam presentes a deputada federal Geovânia de Sá e o ex-senador Dalírio Beber, além de Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do governo Dória, que está deixando o MDB para também entrar no ninho tucano.

Após sair do PSD, Merisio esteve próximo de se filiar ao PP e ao Republicanos (antigo PRB). Acabou fechando com os tucanos, que foram adversários em outubro do ano passado - o PSDB estava na chapa de Mauro Mariani (MDB), indicando Napoleão Bernardes (hoje no PSD) como vice e Paulo Bauer em uma das vagas para o Senado. Merisio diz que pesou na escolha o projeto nacional, com a possibilidade de João Dória disputar a Presidência da República em 2022.

- Escolhi o PSDB pela leitura de que ele tem um projeto nacional consistente. Ano passado perdi a eleição por causa da vinculação de uma candidatura a um projeto nacional. Agora, estou escolhendo um - afirma Merisio, derrotado no segundo turno pelo governador Carlos Moisés (PSL), cuja campanha foi colada à do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Merisio afirma que a chegada o PSDB foi construída com as lideranças estaduais da sigla, incluindo também o deputado estadual Marcos Vieira. Não há, segundo ele, nenhum imposição ou pedido de garantia sobre uma nova candidatura ao governo em 2022. O projeto de transferir o domicílio eleitoral de Chapecó para Joinville está mantido, embora ressalte que não deve ser candidato a prefeito.

A filiação deve ser oficializada em dezembro, após a definição da presidência estadual da sigla. O cargo está vago desde a morte do ex-deputado estadual Marco Tebaldi, em outubro.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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