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    Em três anos

    Moisés encara o desafio das PPPs com projeto de mega-hospital em Florianópolis

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    Upiara
    Por Upiara Boschi
    06/01/2020 - 14h04 - Atualizada em: 06/01/2020 - 21h07
    Em entrevista coletiva, Carlos Moisés anunciou o plano de reunir as principal estruturas hospitalares de Florianópolis em um único local em parceria com a iniciativa privada. Foto: Júlio Cavalheiro, Secom/Divulgação
    Em entrevista coletiva, Carlos Moisés anunciou o plano de reunir as principal estruturas hospitalares de Florianópolis em um único local em parceria com a iniciativa privada. Foto: Júlio Cavalheiro, Secom/Divulgação

    Em um misto de balanço do primeiro ano de mandato e projeção de expectativas para 2020, o governador Carlos Moisés (PSL) juntou seu secretariado em uma apresentação à imprensa que reforçou o estilo e as marcas de seu governo. O ponto mais ousado foi o anúncio do projeto para construção em parceria com parceiros privados de um grande complexo hospitalar em Florianópolis que substitua os hospitais Celso Ramos, Nereu Ramos, Joana de Gusmão (infantil) e a maternidade Carmela Dutra.

    A ideia, disse Moisés, surgiu diante das dificuldades de reformar as instalações existentes e da existência de área para construção junto ao Nereu Ramos. Para realizar o projeto, o governo conseguiu US$ 800 mil (cerca de R$ 3 milhões) junto ao BID e pretende concluí-lo em 18 meses. Depois disso, seria lançado o edital para contratação do empreendedor privado interessado no negócio. Não está ainda definida a compensação, que deve incluir a gestão de serviços no complexo e a cessão de imóveis. O governo estima em R$ 500 milhões o custo da obra.

    Ao lançar a proposta, Moisés abraça um área em que historicamente os governos de Santa Catarina falharam: a parceria público privada. Em 2005, no governo Luiz Henrique da Silveira (PMDB), foi criada uma estatal, a SC Parcerias (hoje SC Par) para viabilizar essa modalidade de negócio. Nada saiu do intenção, do papel, da maquete. No governo de Raimundo Colombo (PSD), via Secretaria de Planejamento, tentou-se outra regulamentação, também sem resultados.

    Durante das discussões da reforma administrativa, no primeiro semestre de 2019, a extinção da SC Par entrou em discussão. Na época, Moisés defendeu que sob seu governo, sem nomeações político-partidária, a empresa finalmente daria conta de seu escopo original. Agora, inicia 2020 com uma daquelas promessas ousadas - ao estilo da chamada velha política, aliás. Se conseguir viabilizar a construção desse megacomplexo hospitalar na Capital através de concessão privada em apenas três anos, Moisés provará que é possível fazer diferente. Se não conseguir, entra é mais uma megaobra no museu catarinense das intenções.

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