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Análise 

Moisés pega gosto pela política

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Por Upiara Boschi
09/05/2019 - 06h00 - Atualizada em: 09/05/2019 - 08h34
Governador Carlos Moisés da Silva. (Foto: Diórgenes Pandini)

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) parece estar tomando gosto pela política. Espero que nem ele e nem seus admiradores tomem isso como uma crítica, muito pelo contrário. Mas sempre impressiona o inusitado de que esse gosto venha depois de 2,6 milhões de votos e pouco mais de quatro meses de governo.

Na quarta-feira, em Brasília, Carlos Moisés participou junto com governadores e vices de outros Estados de um importante encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o comandantes do Congresso Nacional – Rodrigo Maia (DEM), da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre (DEM), do Senado. Moisés está cada vez mais engajado na defesa de que a reforma da previdência caminhe paralelamente a uma forte ajuda financeira aos Estados – chamada de Plano Mansueto, em referência a Mansueto Almeida Junior, economista que comanda a Secretaria do Tesouro Nacional.

Por essa causa, além de outros itens da pauta dos governadores, ele somará esforços para juntar os votos que o ministro Paulo Guedes, da Fazenda, tanto precisa no Congresso. Por isso, convidará todos os 16 deputados federais e os três senadores para um almoço na segunda-feira na Casa d’Agronômica. A pauta será ampla, mas o pedido pela aprovação da reforma da previdência estará em foco. Nada muito difícil, pois a maior parte dos parlamentares catarinenses têm inclinação – maior ou menor – pela proposta.

Temos aí, então, Moisés fazendo política. Aquela institucional, das bandeiras do Estado, suprapartidária. Mas como disse no começo do texto, o governador parece estar tomando gosto pela política – inclusive a partidária. O PSL estadual parou de brigar em praça pública quando percebeu nele a liderança maior consagrada pela urna. E Moisés está tomando as rédeas do jogo partidário.

Moisés articula candidatura do PSL para prefeitura de Florianópolis e outras 49 cidades

O governador pretende entrar de cabeça nas eleições municipais, especialmente nos 50 maiores municípios do Estado. Articula pessoalmente a construção da candidatura do PSL a prefeito de Florianópolis, onde tenta convencer o comandante-geral da Polícia Militar, Araújo Gomes, a ser o outsider de farda da vez.

Nesta semana, no Sul do Estado, junto com o deputado federal Daniel Freitas (PSL) convidou o empresário Anselmo Freitas para se filiar ao PSL e concorrer a prefeito de Içara – ele vinha sendo cortejado pelo PSD. O dedo do governador deve aparecer em outras articulações. Bem-vindo, Moisés. A política é mesmo fascinante.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

upiara.boschi@somosnsc.com.br

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