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Governador presta contas

Moreira diz que entregará SC melhor do que herdou, mas que situação será difícil

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Por Upiara Boschi
13/09/2018 - 19h46 - Atualizada em: 14/09/2018 - 18h01
Governador anunciou que empréstimo de de R$ 723 milhões do BNDES voltou a travar em Brasília e solução deverá ficar com o sucessor. Foto: Karina Ferreira, Agência AL
Governador anunciou que empréstimo de de R$ 723 milhões do BNDES voltou a travar em Brasília e solução deverá ficar com o sucessor. Foto: Karina Ferreira, Agência AL

Figura discreta até agora na campanha eleitoral, o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) ressurgiu na tarde de ontem, em evento chamado por Adjori, ADI e Acaert - entidades da área da comunicação - que pediram ao emedebista um diagnóstico claro da situação em que o seu sucessor irá encontrar o Estado em janeiro de 2018 (por um erro de revisão, estava escrito 2017 no texto original) . Munido de números de várias áreas, Moreira deixou claro que a situação é difícil e que os candidatos a governador devem ter cuidado com a promessas.

O emedebista não pronunciou o nome do antecessor Raimundo Colombo (PSD), de quem recebeu o governo em fevereiro e que agora é candidato ao Senado no time adversário ao dos emedebistas. No entanto, praticamente todas as falas apontavam para o esforço de recuperação das finanças desde que assumiu o governo. Moreira disse que medidas de contenção de despesas e cortes de cargos comissionados fizeram a expectativa de déficit de 2018 baixar de R$ 2 bilhão caiu para R$ 1,1 bilhão - número ainda alarmante.

Embora com ênfase na melhora dos números, o governador apresentou um Estado às portas da ingovernabilidade. Situação causada por questões nacionais sistêmicas e por erros do passado - aí incluíu até mesmo as gestões emedebistas de Luiz Henrique que priorizaram gastos da máquina aos de infraestrutrura durante os anos de crescimento econômico exuberante.

A principal informação dada por Moreira no encontro com a imprensa foi uma ducha de água fria em relação ao financiamento de R$ 723 milhões encaminhado junto ao BNDE - aquele que seria utilizado inicial para o Fundo de Desenvolvimento dos Municípios (Fundam) e depois que o emedebista assumiu foi redirecionado para obras maiores. A Secretaria do Tesouro Nacional reviu a autorização dada para o empréstimo após analisar novamente os balanços do Estado. Constatou gastos com folha de pagamento maiores que o anunciado pela exclusão dos custos com abono permanência e os salários da Defensoria Pública e do Ministério Público de Contas. O procedimento é aceito pelo Tribunal de Contas do Estado, mas foi vetado em Brasília.

Com isso, Moreira disse que apenas o acesso ao novo aeroporto de Florianópolis e a reforma das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, também na Capital, serão iniciadas com recursos do caixa - são consideradas urgentes. Ao próximo governador caberá regularizar a situação e liberar o dinheiro do BNDES.

O governador também reclamou que os candidatos não estão ainda discutindo os reais problemas do Estado e que precisam ser mais realistas nas promessas de campanha. Ressaltou, que o custo com cargos comissionados é hoje cerca de 0,8% da folha de pagamento - uma indireta a Gelson Merisio (PSD) que promete extinção radical desses cargos. Mas o alerta o alerta geral vale para o aliado Mauro Mariani (MDB) e para o petista Décio Lima (PT).

- Indiscutivelmente, os grandes assuntos não estão sendo discutidos. Essas questões é que comprometem a classe política, porque quando você tem oportunidade, tempo de televisão, os debates e entrevistas individuais que as emissoras disponibilizam. E (os candidatos) estão em indo em questões irreais.

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