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    O contexto político da viagem de Moisés a Blumenau

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    Por Upiara Boschi
    19/09/2019 - 07h00 - Atualizada em: 19/09/2019 - 13h53
    Visita de Moisés a Blumenau chegou a ser cobrada publicamente pelo prefeito Mário Hildebrandt. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, Secom/Divulgação

    Segunda-feira será a vez Blumenau receber a aguardada visita do governador Carlos Moisés (PSL) com anúncios de recursos para obras. Essa espécie de show do milhão do governador passou recentemente por Criciúma e Jaraguá Sul e é o modelo de visita que o pesselista pretende marcar em seu mandato - ir quando tiver o que apresentar.

    Tanto a visita quanto o atendimento às demandas da terceira mais populosa cidade catarinense vinham sendo cobradas politicamente. Em julho, o prefeito Mário Hildebrandt (sem partido) chegou a fazer essa cobrança de forma pública. Semana passada, ele foi recebido na Casa d’Agronômica junto com 13 dos 14 prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI) - quando Moisés recebeu as demandas e antecipou que pretende destinar a Blumenau 60 dos 500 policiais militares selecionados em concurso público.

    Na segunda-feira, o governador vai anunciar R$ 27 milhões para construção de um centro de convenções no Parque Vila Germânica, antiga reivindicação das entidades blumenauenses - e que ficou na promessa nos governos de Raimundo Colombo (PSD) e Eduardo Pinho Moreira (MDB).

    A ida de Moisés a Blumenau e as demandas atendidas passam pela articulação do deputado estadual Ricardo Alba. Mais votado no Estado e na cidade na última eleição, ele é o óbvio pré-candidato a prefeito. Sua sorte depende, em parte, da atuação de Moisés em Blumenau - o que fortalece a crítica dos possíveis adversários a atuação do governador na cidade. A visita é uma espécie de antídoto. A conferir, o efeito.

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