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O significado da filiação de Ponticelli no PSL de Bolsonaro

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Por Upiara Boschi
05/07/2019 - 06h00
(Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

Ainda faltam algumas conversas, mas é cada vez maior a possibilidade de que o PSL conquiste sua primeira prefeitura nas próximas semanas - trazendo, de quebra, uma figura de peso na política estadual para seus quadros. Atual prefeito de Tubarão, ex-deputado estadual - sendo líder do governo, da oposição e presidente da Assembleia Legislativa -, Joares Ponticelli (PP) está perto de dizer sim ao convite do governador Carlos Moisés (PSL).

É uma movimentação partidária, se concretizada, cheia de significados. O PSL conquistou o governo estadual e grandes bancadas na Alesc e na Câmara dos Deputados a bordo da Onda 17 - uma soma da empolgação dos eleitores engajados na campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) com uma anseio por uma “nova política”. Lembre-se do bordão de Moisés: “não existe meia mudança”.

No poder, os novatos do PSL sobreviveram bem aos primeiros seis meses de poder. Moisés aprovou sua reforma administrativa e vai levando uma gestão quase sem percalços e de oposição tímida. Os deputados federais eleitos consolidam seus espaços e vão ocupando o partido - o que ficará nítido quando for confirmado o nome do deputado federal Fábio Schiochet na presidência estadual, no lugar de Lucas Esmeraldino. Outro federal, Daniel Freitas, será o secretário-geral.

Assim, o trio Moisés-Schiochet-Freitas tem tudo para encaminhar a consolidação do PSL nas eleições municipais em tons pragmáticos. É aí que entra Ponticelli. Ele tem uma campanha à reeleição mais do que viável e traz para o time pesselista sua experiência na articulação política, além de presidir a Fecam. De cara, sua primeira missão seria ajudar na relação com a Alesc e com os poderes - tensa por causa das discussões sobre redução dos percentuais do duodécimo.

Além de Ponticelli, a ideia dos pesselistas é trazer para o partido prefeitos que estejam bem-avaliados ou pré-candidatos de oposição consolidados. Somar a 17 ao que está sendo construído. Outro nome cobiçado é o do deputado federal Rodrigo Coelho, em litígio com o PSB. 

Nesta quinta-feira (4), o parlamentar aproveitou o almoço oferecido à Frente Parlamentar da Agropecuária no Palácio do Planalto para gravar um vídeo com Bolsonaro e rapidamente divulgá-lo em seus redes sociais. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, tem dito que quem está com Bolsonaro não cabe no partido. Assim, Coelho vai cavando a saída - que deve ser consolidada quando votar a favor da reforma da previdência, contrariando a orientação do PSB.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

upiara.boschi@somosnsc.com.br

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