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Análise 

Os cenários pré-eleitorais indefinidos em Joinville, São José, Chapecó e Palhoça

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Por Upiara Boschi
06/08/2019 - 08h34 - Atualizada em: 06/08/2019 - 08h54
Nas principais cidades do Estado, cenário para 2020 é mais nebuloso naquelas em que o prefeito não tem direito a reeleição, como Udo Döhler em Joinville. Foto: Salmo Duarte

As dúvidas sobre a continuidade dos efeitos da onda que colocou o PSL no poder nacional e estadual ano passado fazem com que os cenários para as eleições municipais sejam mais do que incertos. Essa sensação é ainda mais forte nas cidades em que o prefeito não tem direito a disputar a reeleição em 2020.

Essa situação se verifica em Santa Catarina, onde em quatro dos dez maiores municípios o atual governante não será também candidato. Joinville, São José, Chapecó e Palhoça têm um comum certa dificuldade – em maior ou menor grau – na atual situação em definir nomes naturais para suceder os atuais prefeitos.

Maior cidade do Estado, Joinville vive o fim de mandato de Udo Döhler (MDB). Eleito em 2012 e reeleito em 2016, o emedebista tinha um roteiro claro em que seria candidato ao governo em 2018. Como não conseguiu acertar os ponteiros no MDB, continuou prefeito. Até tem um nome natural para apoiar, o deputado estadual Fernando Krelling (MDB) – mas há sérias dúvidas sobre seu prestígio como cabo-eleitoral após o desgaste de oito anos de mandato. Esse cenário, somado ao fato de que Joinville conta eleição em dois turnos, tem estimulado o lançamento de diversas pré-candidaturas.

Quarto maior eleitorado de SC, São José costuma ser ofuscada pela vizinhança com Florianópolis. A prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) chegou ao poder em 2012 na mesma onda que deu aos pessedistas a Capital (com Cesar Junior) e Palhoça (Camilo Martins), dando uma pausa no domínio emedebista na região. Quatro anos depois, sobreviveu ao refluxo e se reelegeu. Mas ainda não tem claro um nome para sucedê-la – e essa indefinição deixa em suspenso todo o cenário.

Em Chapecó, o prefeito Luciano Buligon migrou para o DEM e terá na eleição municipal a chance de mostrar que os cinco anos no cargo (primeiramente herdado com a renúncia de José Cláudio Caramori e depois conquistado na urna) fizeram dele protagonista. Curioso nesse caso é que o nome natural do grupo político que governa Chapecó desde 2008 é o ex-prefeito e ex-deputado federal João Rodrigues (PSD).

A situação de Palhoça é semelhante a de São José, com um grande diferencial. Diversos candidatos se movimentam para contar com o apoio do prefeito Camilo Martins (PSD), ainda silencioso sobre a disputa. A diferença é que coronel Ivon de Souza (PSL), que venceu Camilo em votos na eleição de 2012, mas perdeu por questões burocráticas de registro, surge como favorito. A construção do nome de situação vai precisar levar isso em conta.

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