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    Cabeça de Político

    Paulinha: "Coronavírus não será vencido por governador, deputados ou prefeitos. Será pela sociedade"

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    Upiara
    Por Upiara Boschi
    31/03/2020 - 15h23 - Atualizada em: 31/03/2020 - 15h37
    Arte sobre foto de Rodolfo Espínola, Agência AL/Divulgação
    Arte sobre foto de Rodolfo Espínola, Agência AL/Divulgação

    Líder do governo na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Paulinha (PDT) é a entrevistada desta semana no Cabeça de Político - versão podcast. Na conversa com o colunista Upiara Boschi, ela defende as medidas implantadas para frear o avanço do coronavírus em Santa Catarina pelo governador Carlos Moisés (PSL) - "ele preferiu errar pelo excesso do que pela falta de posturas", avalia a parlamentar.

    A pedetista diz estar "tranquila com a forma como o governador vem exercendo sua liderança no âmbito interno, que é o que a população não enxerga", mas ressalva que "talvez em alguns pontos o governo tenha dificuldade de saber se comunicar". Paulinha defende que o combate à pandemia vai além das decisões dos governos, pois precisa da colaboração e mudança de hábitos de toda a sociedade.

    Ouça a íntegra do Cabeça de Político Podcast:

    - A gente pode colocar o número de leitos de UTI que for, se não tiver a participação da sociedade, das pessoas na sua conduta dos próximos meses, nós vamos perder muito - diz a pedetista.

    Ao mesmo tempo, ela defende que seja feita em breve alguma redução nas restrições que afetam a economia do Estado e acredita ser possível um tratamento diferenciado a pequenas cidades. Defendeu, também, que "discutir adiamento, cancelamento ou mudança de prazo das eleições", para impedir "oportunismo político" e por achar "desacabido" usar o fundo eleitoral em meio à crise de saúde pública. Paulinha chamou de “absolutamente reprovável” a conduta do presidente Jair Bolsonaro ao contrariar as orientações do próprio Ministério da Saúde e entrar em choque com os governadores sobre o isolamento social imposto em diversos Estados.

    A deputada também falou da crise que vive com o PDT catarinense após aceitar a indicação para liderar a base do governador Moisés na Alesc. Lembrou que tem 28 anos de filiação e ressaltou que não pretende deixar a sigla.

    - Enxergo que posso ter cometido erros de encaminhamento, mas não errei na minha conduta e não admito que seja colocado qualquer senão em relação a minha condição ética dentro do partido.

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