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O 17 em campo

PSL-SC dissolve executivas municipais e zera jogo para 2020

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Por Upiara Boschi
27/08/2019 - 19h22 - Atualizada em: 27/08/2019 - 19h24
Presidente estadual da sigla, deputado federal Fábio Schiochet diz que medida servirá para dar segurança aos dirigente municipais. Foto: Michel Jesus, Agência Câmara/Divulgação

Em meio à polêmica entre ideológicos e pragmáticos no PSL catarinense, a direção estadual do partido realizou um gesto emblemático na preparação da legenda para as eleições do ano que vem. Todas as executivas municipais foram dissolvidas pelo presidente estadual, o deputado federal Fábio Schiochet.

A intenção, diz o dirigente, é uniformizar a situação da sigla nas cidades - comissões provisórias que venceriam em outubro.

- Até para dar segurança aos presidentes municipais que vão ser possíveis candidatos a prefeito e vereador. Ele terão a segurança de continuarão com a composição das executivas durante o pleito - diz Schiochet.

Não há prazo para a definição das novas comissões responsáveis por tentar impulsionar uma nova Onda 17, desta vez espalhada pelos municípios catarinenses. Certamente, ela não vai escapar dessa disputa interna que hoje opõe o governador Carlos Moisés e os deputados estaduais Ana Campagnolo e Jessé Lopes - alvos da comissão de ética do PSL nacional pelas críticas ao primeiro.

Na definição dessas provisórias será possível vislumbrar o que esperar do PSL na disputa pelas prefeituras. O Estado será dividido de acordo com as áreas de influência dos quatro deputados federais e seis estaduais, além do governador - que terá palavra decisiva nas principais cidades.

Há casos que vão exigir um pouco mais de acomodação - e, talvez, depuração. Em Joinville, por exemplo, o deputado federal Coronel Armando e o estadual Sargento Lima sentaram pela primeira vez para abrir uma conversa. A definição do candidato a prefeito passa por esse acerto - se ele for possível - e pelo aval de Moisés. Certo é que o 17 terá candidato. Em situação oposta, em Florianópolis - sem deputado estadual ou federal eleito pelo PSL - o PSL ainda aguarda pelo sim do coronel Araújo Gomes, atual comandante da Secretária Estadual de Segurança Pública.

Nesta etapa, o PSL contratou pesquisa para avaliar possíveis candidaturas em 61 cidades catarinenses. A ideia é avaliar o peso dessas alternativas, a aprovação e - especialmente, a rejeição aos nomes. Todos os parlamentares fizeram indicações para esse primeiro teste. Entre os deputados federal especulados para disputar prefeituras, o nome de Daniel Freitas está na pesquisa de Criciúma, enquanto o de Caroline de Toni não foi incluída na de Chapecó. Ela não teria interesse em deixar Brasília.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

upiara.boschi@somosnsc.com.br

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