Desde a primeira interdição da Ponte Hercílio Luz, em 1982, 14 governadores passaram pelo comando do Estado – eleitos ou completando mandatos. Além de Carlos Moisés (PSL), hoje no cargo, quatro deles estavam no palco que reuniu as autoridades para a reabertura da primeira ligação ilha-continente – e que nos próximos dias receberá os artistas convidados para a festa.

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Estavam lá os emedebistas Casildo Maldaner, Paulo Afonso Vieira e Eduardo Pinho Moreira e o tucano Leonel Pavan. Ausências notadas: Esperidião Amin (PP), que culpou o trânsito, Jorge Bornhausen e Raimundo Colombo (PSD). Os dias que antecederam a inauguração renderam uma polêmica sobre o convite ao pessedista, responsável pelo rompimento do contrato com o Consórcio Florianópolis Monumento em 2014 e contratação da portuguesa Teixeira Duarte. Para uns, o gesto que garantiu a reforma; para outros, uma medida tomada com atraso de pelo menos três anos que lesou os cofres públicos.

Certo é que dos 14 governadores que tocaram o Estado desde 1982, Moisés e Colombo foram os que têm maior responsabilidade na devolução da Ponte Hercílio Luz aos catarinenses nesta segunda-feira, 30 de dezembro. A polêmica sobre o convite que Moisés diz ter feito e Colombo diz não ter recebido é pequena demais para um dia como hoje.

Quem foi, estava animado. Casildo Maldaner, com suas tiradas, me puxou pelo braço para dizer que a Ponte Colombo Salles, inaugurada em 1975, deu suporte à Hercílio Luz. Depois, com a Velha Senhora interditada, foi a vez da Pedro Ivo, inaugurada em 1991, vir ao auxílio da quase gêmea.

– Agora, é a Hercílio Luz que vem dar apoio às irmãs – brincou o empolgado Casildo.

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Paulo Afonso também estava animado. Lembrava que esteve na inauguração das outras duas pontes – a Pedro Ivo, como ex-secretário da Fazenda do governo Casildo; a Colombo Salles como jovem emedebista. Fechou o ciclo com a reabertura da Hercílio Luz.

Pinho Moreira reclamou de um tweet meu, em que disse que ele diminuiu o ritmo da obra em 2018. Dou-lhe aqui o direito de resposta.

– Eu acelerei a obra, fiz aditivos necessários. Não dei alarde para não tirar os holofotes do Raimundo – disse Moreira, que também lamentou a ausência dos antecessor e parceiro de chapa nas eleições de 2010 e 2014.

Pavan também estava reclamando no palco. Disse que adiou uma viagem para estar na festa – o convite chegou direitinho pelo velho e bom correio – e que estava chateado porque o nome dos ex-governadores presentes não havia sido citado pelo cerimonial.

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Alheio a reclamações e comentários da “velha política”, Moisés fez um breve discurso e partiu rumo a seu Fusca marrom, ano 1970, que liderava a fila de carros antigos que teriam o privilégio de serem os primeiros automóveis a atravessar o “istmo de aço”, como a imprensa dos 1920 chamava a Ponte Hercílio Luz.

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