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Volta às aulas: mochilas pesadas devem ser evitadas

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Por Viviane Bevilacqua
21/01/2019 - 11h58
Diogenes Pandini/Agência RBS

A melhor mochila é a mochila leve e que esteja perfeitamente ajustada na altura dos ombros e do quadril de quem a carrega. Mas, muito frequentemente, não é isso o que vemos. O que mais se observa pelas ruas são pessoas _ adultos, jovens e crianças _ carregando mochilas extremamente pesadas. E tão comum quanto a mochila excessivamente pesada é a reclamação de dores nas costas e no pescoço em função do peso extracarregado. Com a volta às aulas, em fevereiro, os alunos voltarão a carregar diariamente este peso a mais, o que pode interferir em seu crescimento e afetar a sua saúde.

O médico pediatra Moises Chencinski conta que as mochilas surgiram nos anos 1950. Antes disso, o material escolar era transportado em pequenas bolsinhas de mão, e era mais saudável. As mochilas, que em média aumentam de 10 a 15 % o peso corporal, aumentam o risco de dores nas costas, especialmente porque a maioria dos adolescentes não faz exercícios físicos com frequência.

“A dor nas costas aparece quando a mochila puxa os jovens para trás, levando-os a dobrar a coluna e fazer um arco com as costas. Esta posição pode comprimir a coluna, com as vértebras pressionando os discos entre elas. Se a criança ou o adolescente tem que se inclinar para frente ao caminhar com uma mochila nas costas, ela realmente está muito pesada. No mínimo, o que pode resultar deste hábito é uma má postura constante e ombros cronicamente arredondados. E se esse jovem tem que levantar a cabeça para ver onde está indo, pode terminar com dores crônicas no pescoço e nervos comprimidos”, alerta o médico.

Esta questão tem sido levantada em países de todo o mundo há mais de uma década. Em dezembro de 1999, médicos em Milão relataram na revista The Lancet que 34,8% dos alunos italianos transportavam mais de 30% do seu peso corporal, pelo menos uma vez por semana, excedendo os limites propostos até mesmo para adultos. A carga transportada por essas crianças era equivalente a de um homem com 176 quilos transportando uma mochila de 39 quilos todos os dias.

Em plena era digital, a maioria dos trabalhos escolares podem ser feitos on-line, mas mesmo assim não se observa uma diminuição do peso das mochilas. O caminho, então, é pais e professores orientarem as crianças e adolescentes sobre itens que possam ser deixados em casa ou na escola.

Como deve ser a mochila ideal

- A mochila não deve ser maior do que o absolutamente necessário, pois se houver espaço sobrando, certamente a criança levará peso além do necessário;

- A mochila ideal deve ter alças largas, acolchoadas, ajustáveis nos ombros (as estreitas podem causar danos nos nervos), um acolchoado na parte de trás e compartimentos no interior para que os itens mais pesados ​​possam descansar contra as costas da criança

- É preciso ajustar as alças de modo que a parte inferior da mochila, quando cheia, não fique a menos de quatro centímetros abaixo da cintura;

-As crianças devem ser advertidas a nunca levar a mochila num só ombro porque isso desequilibra a distribuição de peso;

- Além da mochila que pode ser levada nas costas, existem as mochilas de rodinhas, que apesar de não serem a preferência das crianças, facilitam o transporte do material escolar. Este tipo de mochila é menos prática para subir ou descer escadas, mas, nesses momentos, deve-se fazer a adaptação das alças para as costas.

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Viviane Bevilacqua

Pessoas, lugares e atitudes que fazem refletir a partir de textos que inspiram e convidam a observar com mais atenção detalhes do cotidiano. Este espaço deixou de ser atualizada. Conheça todos os colunistas do NSC Total em: https://www.nsctotal.com.br/

viviane.bevilacqua@somosnsc.com.br

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