Codex Gigas: o que é o manuscrito que está sendo chamado de “Bíblia do Diabo”

Mistério desse manuscrito atravessa séculos, alimentado por diversas lendas

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Codex Gigas o que é o manuscrito que está sendo chamada de Bíblia do Diabo

Trajetória do manuscrito também tem contornos de romance histórico (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Um livro misterioso carrega a fama de ter sido escrito com a ajuda do próprio diabo. Chamado de Codex Gigas, o maior manuscrito medieval conhecido, é popularmente chamado de “Bíblia do Diabo”.

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O mistério desse manuscrito atravessa séculos, alimentado tanto por seu tamanho monumental quanto pelas lendas que envolvem sua origem.

Primeiras lendas do Codex Gigas

A lenda mais famosa conta a história de um monge tcheco condenado a ser emparedado vivo, que teria prometido escrever, em uma única noite, o maior livro do mundo para escapar da punição.

Incapaz de cumprir a tarefa, teria invocado o diabo, oferecendo sua alma em troca da conclusão da obra e, como prova do pacto, incluiu uma ilustração assombrosa do demônio em uma de suas páginas.

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Com quase um metro de altura, 51 centímetros de largura e pesando cerca de 75 quilos, o Codex Gigas não impressiona apenas pelo tamanho.

Produzido em pergaminho feito do couro de mais de 160 animais, ele reúne em 310 folhas uma verdadeira biblioteca medieval: o Antigo e o Novo Testamento, textos do historiador judeu Flávio Josefo, escritos do teólogo Isidoro de Sevilha, uma história da Boêmia, um manual médico do século XII, além de feitiços, exorcismos e até resumos de alfabetos antigos.

@dedaaladim A biblia do DIABO! #curiosidadehistorica #aprendanotiktok ♬ som original – Debora Aladim

Trajetória e contornos históricos

A trajetória do manuscrito também tem contornos de romance histórico. Registros apontam que ele foi produzido entre 1204 e 1230, provavelmente por um único escriba recluso, e passou por diferentes edifícios ou complexos, que servem de moradia para monges ou freiras, até chegar a Praga, em 1594, levado pelo imperador Rodolfo II, conhecido por seu interesse no ocultismo.

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Durante a Guerra dos Trinta Anos, em 1648, foi saqueado pelas tropas suecas e levado a Estocolmo, onde permanece até hoje na Biblioteca Nacional da Suécia, guardado sob rigorosas condições de conservação.

Com o tempo, outras lendas se somaram à sua história: relatos de guardas que teriam visto o livro flutuar nos corredores da biblioteca e até a crença de que o dramaturgo sueco August Strindberg buscava contato com o submundo lendo suas páginas à luz de fósforos.

*Com informações do O Globo

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**Sob supervisão de Pablo Brito

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