As populações mais “geneticamente” isoladas do mundo

Entenda quais as populações que acabaram se isolando e como isso aconteceu

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Conheça os povos mais geneticamente isolados do mundo. (Fotos: Reality Images e Getty Images)

Ao longo de toda sua existência, o ser humano foi ocupando cada canto do nosso planeta. Seja caminhando nos primórdios ou, mais recentemente, com a invenção de diversos meios de transportes. Aliás, a chegada de novos meios de locomoção permitiu que as populações ficassem cada vez menos isoladas. Mesmo assim, ainda há diversas populações que seguem sendo geneticamente isoladas.

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As populações geneticamente isoladas

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Parses

Os parses ou parsis são os grupos étnicos que migraram da Pérsia para a Índia no Século VII. De acordo com o Live Science, esse grupo desaprova casamentos fora da religião, e esse é um dos motivos do isolamento genético. Além disso, os Parses têm chamado a atenção de especialistas por ter uma maior expectativa de vida. Mesmo que haja uma incidência de câncer de mama acima da média.

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Xerpas 

Já os Xerpas vivem nas montanhas do Nepal há séculos, e continuam sendo geneticamente isolados, muito provavelmente por conta da dificuldade de acesso à população. Além de estar lá a cerca de quatro séculos, eles são reconhecidos por serem bons guias do Monte Everest.

Povo Inuit de Nuvanik

A região do Ártico Norte-americano foi o último a ser colonizado pelo homem, tendo chegado apenas há 6 mil anos atrás. Desse modo, o povo Inuit chegou em Nuvanik, no norte de Quebec no Canadá nesse período e acabou ficando isolado na região. Tanto que geneticistas apontam que a comunidade tem características que facilitam a digestão de proteínas e gorduras, ideais para viver em meio ao frio congelante.

Antioqueños

Seguindo com a lista, temos um povo geneticamente isolado no noroeste da Colômbia. Os Antioqueños ou paisas são uma população oriunda da província de Antioquia, fundada no período da colonização e fruto das relações entre homens espanhois e mulheres indígenas.

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Posteriormente, o estudo publicado em 2006 revelou que as mulheres locais continuaram tendo filhos com homens espanhóis isso provavelmente foi o grande motivo causador desse isolamento genético. Curiosamente, os genes dos antioqueños trazem uma predisposição para a Doença de Alzheimer.

Finlandeses 

De acordo com o Live Science, pela natureza hostil da Finlândia e também pela baixa densidade demográfica, a população do país tem certos traços genéticos bastante específicos. Tanto que as autoridades do país contam com uma base de dados que monitora e registra diversas doenças comuns nos genes de sua população, como epilepsia e distrofia muscular, por exemplo, A saber, a base se chama Finnish Desease Heritage.

Tristan da Cunha

A população de Tristan da Cunha fica localizada nas Ilhas Inacessíveis, um dos lugares mais remotos do mundo. Assim, não é uma surpresa que a população desse território tão isolado também tenha um isolamento genético.

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Sendo assim, a população tem diversos traços genéticos que aumentam a incidência de algumas doenças. Um estudo de 2019, publicado pela Universidade de Cambridge demonstra uma maior incidência de asma na população do local se comparado com a média.

Papua Nova Guiné 

Por fim, a população de Papua Nova Guiné acabou se isolando até dentro do próprio país. Isto pois desde a colonização do local, os habitantes se misturaram com uma população antiga de humanos que foi extinta. Desse modo, houve uma diferenciação até entre quem é das terras mais altas e mais baixas.

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