Há uma semana, Mário Benitez, 64 anos, liga para farmácias de São José, na Grande Florianópolis, a procura de Hidroxicloroquina para a mulher, que tem artrite reumatoide. Neste período, Paulina Marcos, 65 anos, está com o tratamento suspenso, porque o remédio, o único capaz de diminuir suas dores constantes, se esgotou nas farmácias desde que foi divulgado seu uso em pesquisas para combater o coronavírus.
– A gente não imaginou que teria isso, sempre compramos um dia antes de acabar. Sei que algumas pessoas compraram a mais e estão com o remédio em casa sem indicação médica. Se puderem nos ajudar, minha mulher está sofrendo – contou Mário.
A falta do medicamento nas farmácias levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a enquadrar a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial.
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Com isso, os médicos passam a prescrever as substâncias em receita branca especial, em duas vias. Os pacientes que já usavam esses medicamentos podem apresentar a receita simples pelos próximos 30 dias. Conforme a agência, entre os pacientes que precisam desses produtos estão pessoas com malária, lúpus e artrite reumatoide.
Pesquisa
A farmacêutica multinacional EMS, de São Paulo, se prepara para começar os estudos clínicos com a hidroxicloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus. A empresa aguarda a permissão do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), ligado ao Conselho Nacional de Saúde. A expectativa é de que em até 30 dias os testes clínicos possam ser iniciados.
