Caso de falsa freira que fazia cirurgias com tesoura em SC vai parar na Justiça

Vídeos bizarros publicados na internet revelaram à polícia o modo de operação de "Madre Catarina" que, na verdade, é um homem

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Falso curandeiro publicava vídeos das cirurgias no Youtube (Foto: Reprodução)

As falsas promessas de cura e “cirurgias espirituais” investigadas pela polícia no Vale do Itajaí no ano passado chegaram à Justiça. A “Madre Catarina”, que na verdade era um homem e atendia em Timbó, Blumenau e Ibirama, foi denunciada pelo Ministério Público por organização criminosa, estelionato, exercício ilegal da medicina e curandeirismo.

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O inquérito foi aberto após vídeos de procedimentos chegarem ao conhecimento das autoridades. Em novembro, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados à “Madre Catarina”.

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A investigação apontou também que, na verdade, tratava-se de um homem que incorporava uma freira para fazer os atendimentos. Segundo o delegado André Beckman, uma consulta custava cerca de R$ 100. No caso específico de um idoso, que resultou na acusação de estelionato, foi cobrado um total de R$ 800,00.

O que chamou mais atenção da polícia é que em algumas gravações divulgadas no Youtube a curandeira aparece fazendo incisão com tesouras e facas nos clientes para remoção de tumor facial e pedra nos rins, sem qualquer cuidado antisséptico. Pelo período das publicações, Madre Catarina atuava há pelo menos dois anos. Os vídeos foram retirados do ar depois das investigações.

O Ministério Público recebeu o inquérito e o transformou em denúncia à Justiça. Além do suspeito, outras seis pessoas que o auxiliavam foram denunciadas pelos mesmos crimes, de acordo com a participação de cada um.

A ação penal foi ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Timbó e ainda não foi recebida pela Justiça. Somente após o recebimento, os denunciados passam a ser considerados réus no processo penal, no qual terão direito à defesa e ao contraditório.

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O Ministério Público pede que outras vítimas que se sentiram enganadas pelo grupo procurem a Promotoria de Justiça da cidade onde mora ou a Polícia Civil, a fim de que outros possíveis crimes sejam apurados.

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