Cientista alerta para risco da “maior e mais rápida” extinção em massa que o planeja já viu

Extermínio pode ser semelhante ao do Período Permiano (entre 299 e 251 milhões de anos atrás), afirma o pesquisador Hugh Montgomery

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Planeta Terra tem risco de passar por nova extinção em massa caso os efeitos das mudanças climáticas não sejam revertidos (Foto: Banco de imagem)

O cientista Hugh Montgomery, diretor do Centro de Saúde e Desempenho Humano da University College London, no Reino Unido, alertou para a possibilidade de o planeta Terra passar por uma nova extinção em massa caso os efeitos das mudanças climáticas não sejam revertidos. O pesquisador abriu a programação do Forecasting Healthy Futures Global Summit, evento internacional sobre saúde e clima realizado nesta semana no Rio de Janeiro. As informações são do O Globo.

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Segundo o cientista, o processo de extinção em massa na Terra já está começando e pode ser “a maior e mais rápida que o planeta já viu, e somos nós que estamos causando isso”. Para o cientista, o extermínio pode ser semelhante ao do Período Permiano (entre 299 e 251 milhões de anos atrás), quando cerca de 90% das espécies desapareceram devido às condições extremas do planeta.

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— Se continuarmos golpeando a base dessa coluna instável sobre a qual estamos apoiados, a própria espécie humana estará ameaçada. No ano passado, emitimos 54,6 bilhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera, um aumento de quase 1% em relação ao ano anterior. A concentração atmosférica de CO2 não só está aumentando, como está aumentando de forma cada vez mais acentuada — explicou.

Montgomery disse que o cenário catastrófico pode ser atingido caso a temperatura média global chegue a um nível de 3ºC acima dos níveis pré-industriais. O planeta registrou um aumento recorde de 1,5ºC no ano passado. 

— Se alcançarmos, mesmo que temporariamente, um aumento entre 1,7 °C e 2,3 °C, teremos um colapso abrupto das camadas de gelo do Ártico. Sabemos que isso também vai causar uma desaceleração significativa da Circulação Meridional do Atlântico, da qual depende o nosso clima, nos próximos 20 ou 30 anos, provocando uma elevação do nível do mar em vários metros, com consequências catastróficas. 

O cientista alertou também para a importância de pensar em medidas de adaptação à mudanças no clima devido ao impacto na saúde da população que já é sentido hoje.

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— Isso não pode ser feito em detrimento de uma redução drástica e imediata nas emissões, porque não faz sentido focar apenas no alívio dos sintomas quando deveríamos estar buscando a cura.

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