As casas populares que devem ser construídas ainda este ano por Roberto Justus utilizam o método conhecido como Light Steel Frame, uma estrutura leve de aço galvanizado já consolidada em países da Europa e nos Estados Unidos. O empresário planeja erguer 5 mil dessas habitações em Campo Grande, em uma iniciativa que possui potencial para gerar cerca de 400 empregos diretos.
A tecnologia das “casas lego” permite fabricar paredes, lajes e telhados em ambiente industrial. O objetivo é garantir uma montagem rápida no terreno, com menos desperdícios e maior controle de prazos e custos. Em vez de tijolos, cimento e meses de obra, as estruturas chegam prontas para o encaixe, assemelhando-se a um jogo de montar.
O projeto é liderado pela SteelCorp, empresa da qual Justus é sócio majoritário e CEO. Segundo o executivo, o investimento foca no déficit habitacional da região e aposta em um cenário favorável à atração de novos negócios.
— Existe uma demanda importante e um interesse do poder público em facilitar esses investimentos. A ideia é construir moradias populares com um sistema mais ágil — afirmou.
A estimativa é de que isso reduza o desperdício na construção para cerca de 5% – bem menos do que os 30% de obras comuns. Conforme a revista Exame, hoje um terço da carteira da SteelCorp é tomada por projetos habitacionais, mas o empresário quer elevar esse patamar para a casa dos 90%.
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Quais cidades brasileiras receberão casas populares de Justus?
Neste primeiro momento, as estruturas das casas devem ser produzidas em São Paulo e transportadas para montagem em Campo Grande. A estratégia inclui a capacitação de mão de obra local.
— Vamos treinar trabalhadores daqui. A intenção não é trazer equipes de fora, mas desenvolver profissionais na cidade — explicou Justus.
O empresário esteve na última segunda-feira (23) na cidade para discutir investimentos no setor habitacional. A reunião ocorreu na Câmara Municipal e contou com a presença do presidente da Casa, Epaminondas Neto, Papy (PSDB), e do segundo vice-presidente, Dr. Lívio. A instalação de uma fábrica no município não está descartada e deve depender do crescimento da demanda.
Do lado do Legislativo, o presidente da Câmara destacou que mudanças recentes na legislação municipal têm como objetivo justamente atrair esse tipo de investimento. Entre as iniciativas estão programas como o Habita+CG, voltado à ampliação de conjuntos habitacionais, e ajustes no Programa de Incentivo para o Desenvolvimento Econômico (Prodes).
— Campo Grande precisa criar mecanismos para receber empresas e transformar esse interesse em empregos e oportunidades. No caso da habitação, isso impacta diretamente a vida de quem enfrenta dificuldades com aluguel — afirmou o vereador Papy (PSDB).
Representante do grupo investidor, o empresário Luiz Gustavo Cesari afirmou que parte do projeto já está encaminhada, com parceria junto a uma incorporadora local.
— A demanda inicial já deve começar com 5 mil unidades, sendo 3,5 mil concentradas em uma única área — disse.









