O empresário Roberto Justus esteve em Campo Grande na última segunda-feira (23) para discutir investimentos no setor habitacional que podem resultar na construção de até 5 mil moradias populares na cidade. A reunião ocorreu na Câmara Municipal e contou com a presença do presidente da Casa, Epaminondas Neto, Papy (PSDB), e do segundo vice-presidente, Dr. Lívio.
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A proposta prevê o início das obras ainda neste ano, com potencial de gerar cerca de 400 empregos diretos. O projeto é liderado pela SteelCorp, empresa da qual Justus é sócio majoritário e CEO, especializada em construção industrializada com uso de aço galvanizado e tecnologia Light Steel Frame, método que promete maior rapidez e redução de custos.
O que é a SteelCorp, plano bilionário de Justus
Segundo o empresário, o investimento mira o déficit habitacional da região e aposta no ambiente favorável à atração de novos negócios.
— Existe uma demanda importante e um interesse do poder público em facilitar esses investimentos. A ideia é construir moradias populares com um sistema mais ágil — afirmou.
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Neste primeiro momento, as estruturas das casas devem ser produzidas em São Paulo e transportadas para montagem em Campo Grande. A estratégia inclui a capacitação de mão de obra local.
— Vamos treinar trabalhadores daqui. A intenção não é trazer equipes de fora, mas desenvolver profissionais na cidade — explicou Justus.
A instalação de uma fábrica no município não está descartada e deve depender do crescimento da demanda.
Do lado do Legislativo, o presidente da Câmara destacou que mudanças recentes na legislação municipal têm como objetivo justamente atrair esse tipo de investimento. Entre as iniciativas estão programas como o Habita+CG, voltado à ampliação de conjuntos habitacionais, e ajustes no Programa de Incentivo para o Desenvolvimento Econômico (Prodes).
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— Campo Grande precisa criar mecanismos para receber empresas e transformar esse interesse em empregos e oportunidades. No caso da habitação, isso impacta diretamente a vida de quem enfrenta dificuldades com aluguel — afirmou o vereador Papy (PSDB).
O vereador destacou ainda o potencial logístico da capital sul-mato-grossense, situada na rota bioceânica, e a demanda por moradia social, estimada em cerca de 30 mil unidades. Segundo ele, uma eventual fábrica da SteelCorp poderia alcançar a produção de até 10 mil casas por ano.
Representante do grupo investidor, o empresário Luiz Gustavo Cesari afirmou que parte do projeto já está encaminhada, com parceria junto a uma incorporadora local.
— A demanda inicial já deve começar com 5 mil unidades, sendo 3,5 mil concentradas em uma única área — disse.
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A expectativa é que os primeiros empreendimentos comecem a sair do papel ainda no segundo semestre deste ano.










