Como um discreto catarinense construiu verdadeiro império de R$ 18 bilhões

Alceu Elias Feldmann saiu de Pouso Redondo, no Alto Vale do Itajaí, para criar empresa e se tornar o homem mais rico de Santa Catarina

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Feldmann fundou a própria empresa em 1980 e, de lá para cá, dominou o mercado de fertilizantes no Brasil (Foto: Divulgação)

Foi na pequena cidade de Pouso Redondo, no Alto Vale do Itajaí, que nasceu um dos homens mais ricos do Brasil e o mais abastado de Santa Catarina. Natural do municípío de 17 mil habitantes que separa o Vale do Meio-Oeste, Alceu Elias Feldmann, de 75 anos, construiu um verdadeiro império que soma nada mais, nada menos, que 3,3 bilhões de dólares — cerca de R$ 18 bilhões na cotação atual.

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Hoje na 17ª colocação entre os mais bem apessoados do Brasil, Feldmann nasceu em 1949. Formou-se em Agronomia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e, então, começou a carreira profissional como vendedor de fertilizantes de uma empresa. O conhecimento adquirido nestes anos o motivou a criar a própria marca e, em 1980, ele tirou do papel a Fertipar.

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Os catarinenses bilionários

Foi em um galpão na cidade portuária de Paranaguá (PR) que Feldmann começou o negócio despretensioso que décadas mais tarde o colocaria na seleta lista da Forbes como um dos homens mais ricos do Brasil. A empresa de fertilizantes fundada por ele ganhou o Brasil, virou um grupo e com atuação segmentada para diferentes culturas — da soja no Mato Grosso ao algodão no Nordeste, por exemplo — e dominou uma importante fatia do mercado.

Feldmann apareceu pela primeira vez na lista de bilionários em 2019, empatado com o dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, e de lá para cá não saiu mais. Hoje, o grupo fundado pelo catarinense é formado por 11 empresas e controla de 10% a 15% do mercado nacional de fertilizantes. 

Perfil discreto

Diferentemente de outros bilionários conhecidos no cenário nacional, como Eduardo Saverin (um dos fundadores do Facebook), os irmãos Joesley e Wesley Batisa (da JBS) e o próprio Luciano Hang (das lojas Havan), Feldmann tem um perfil mais discreto. Raramente concede entrevista, pouco aparece na mídia e opta por adotar um estilo de trabalho mais reservado e quase imperceptível.

Ao que tudo indica, pelos bilhões, isso vem dando certo.

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