Coronavírus: Brasil ultrapassa China com 474 novas mortes nas últimas 24 horas 

O país está na nona posição entre os países com mais vítimas no mundo

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(Foto: Reprodução)

O Brasil registrou o maior número de mortes em 24 horas, com 474 óbitos, e ultrapassou a China no número de mortes causadas pelo novo coronavírus. O maior registro feito no Brasil era de 23 de abril, com 407 vítimas. O país é agora o nono país com mais vítimas no mundo.

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Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, ao todo 5.017 pessoas morreram por Covid-19. A China, por sua vez registra 4.637 mortos, a maioria em Wuhan, na província de Hubei (4.512). Os primeiros casos confirmados do novo coronavírus foram registrados em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Já no início da pandemia o país determinou uma quarentena sem precedentes nas cidades afetadas. O isolamento, ao que tudo indica, levou a diminuição do número de novos casos confirmados por dia e culminou no relaxamento da quarentena no fim de março.

O recorde de mortes por coronavírus em 24 horas registradas na China aconteceu em 17 de fevereiro, após o país asiático adotar uma nova metodologia para confirmação de casos e vítimas.

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A velocidade com que o vírus se alastra e causa mortes no Brasil é similar à observada na China. Ambos os países levaram cerca de dois meses para atingir os primeiros mil mortos após o registro do primeiro caso.

No Brasil, os casos confirmados também estão mais concentrados na região Sudeste.

Os dados sobre mortes nos dois países desde o surgimento do vírus indicam que o Brasil ultrapassou a China devido à queda no número de novas mortes do país asiático. No intervalo de 18 dias, entre 29 de março e 16 de abril, a China registrou 42 mortes novas mortes. No mesmo período, O Brasil registrou 1.788.

Subnotificação

Assim como na China, é possível que no Brasil haja subnotificação do número de pessoas infectadas e de mortes causadas pela Covid-19. Em São Paulo, por exemplo, os cemitérios públicos têm recebido por dia entre 30 a 40 corpos de pessoas que morreram com suspeita de estarem contaminadas pelo novo coronavírus. Por causa do atraso nos resultados dos testes laboratoriais que confirmariam a infecção, a maior parte desses óbitos não entrou nas estatísticas oficiais do Ministério da Saúde.

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No início de abril, alguns estados e municípios brasileiros relataram uma média de 1 caso de coronavírus para cada 30 suspeitos. A falta de kits e a inexistência de uma portaria que detalhasse quais casos deveriam ser contabilizados como confirmados ou suspeitos foi apontada como sendo a possível causa para a subnotificação.

Após uma resposta inicial turbulenta, com direito a censura em redes sociais e restrição de informações, a China zerou pela primeira vez, em 18 de março, a transmissão local do Sars-CoV-2. Com os resultados positivos oriundos do isolamentos social, o país começou a ensaiar ainda em março o relaxamento da quarentena. No dia 28 daquele mês, o metrô voltou a funcionar junto com outros serviços de trem em Hubei.

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Enquanto isso, no Brasil, os primeiros casos confirmados de transmissão sustentada eram anunciados pelas autoridades sanitárias do estado de São Paulo, onde a quarentena que estava prevista para chegar ao fim em 22 de abril foi prorrogada para 10 de maio.

No dia 22 de abril, o governador João Doria anunciou que a "reabertura econômica" do estado começaria em 11 de maio. Apenas um dia mais tarde, porém, Doria disse afirmou que poderia voltar atrás quanto a reabertura caso os índices de isolamento social não ficassem acima de 50%.

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Pelo menos 24 cidades de São Paulo flexibilizaram a quarentena via decreto a revelia das determinações do governo estadual. O governador ameaçou, inclusive, entrar na Justiça contra as prefeituras. Não foi preciso.

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O Ministério Público suspendeu a reabertura do comércio em pelos menos 11 cidades que chegaram a reabrir lojas ou apontar datas para retomada.

Enquanto na China, ao que se sabe, não houve interrupções ou grandes manifestações contrárias a quarentena, no Brasil, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro –que se manifestou diversas vezes contra o isolamento social– têm participado de carreatas pedindo o impeachment do governador paulista e a reabertura da cidade.

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Bolsonaro tem visto sua popularidade cair devido à forma como está gerindo a pandemia no país. O presidente chegou a demitir o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por manter a orientação a favor da quarentena.

Para evitar novo desgaste e a exposição de desacordos no alto escalão do governo, o novo ministro, Nelson Teich, passou por treinamento sobre como lidar com a imprensa.

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Teich não começou bem e conta com a reprovação de secretários de Saúde. Segundo eles, não houve mais diálogo com o ministério desde o dia 17 de abril, quando o novo ministro tomou posse. Com Mandetta, afirmam, as conversas eram diárias.

Após críticas, o ministro marcou a primeira reunião com presidentes de conselhos de secretários para esta quarta (29).

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Até o momento, os EUA registram o maior impacto do coronavírus no mundo. O país atingiu nesta terça 1 milhão de casos confirmados de Covid-19, marca inédita entre os 185 países impactados pela pandemia. O patamar alarmante foi atingido 12 dias depois que o presidente Donald Trump anunciou um plano para a reabertura econômica dos estados americanos.