Dados mostram como o aumento de casos de covid-19 em SC impacta de imediato internações e mortes

Após um ano de pandemia, sistema hospitalar sente efeitos com alta de internações em média 10 dias depois de pico repentino de novos casos, e ápice de mortes ocorre logo em seguida

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Silhueta da curva de casos, internações e mortes em SC é similar, após um ano de pandemia: o aumento de casos impacta na alta de internações, que é seguida de mortes (Foto: Cristian Edel Weiss / NSC Total)

O Estado vive desde a segunda quinzena de fevereiro a pior fase de toda a pandemia, que completou nesta quinta-feira, 25, 1 ano desde que a primeira morte por covid-19 foi registrada, e superou a marca de 10 mil óbitos acumulados

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Apenas nos 25 dias de março, ocorreram 2.580 mortes. Nunca tanta gente esteve internada ao mesmo tempo por covid-19: nesta quinta-feira, eram 1.171 em UTIs das redes pública e privada. E desde o início de março há pelo menos 300 pessoas por dia em fila de espera por um leito. Como pano de fundo disso tudo, o total de casos ativos em Santa Catarina ainda é muito alto, tem ficado acima de 30 mil diariamente desde 24 de fevereiro. Nesta quinta-feira, eram 32.379 pessoas nessa condição. Parte desses pacientes podem precisar dos hospitais daqui a duas ou três semanas, caso os sintomas se agravem.

E a tendência é de seguir por mais algumas semanas assim. Depois de um ano, é possível enxergar o comportamento de certa forma previsível da pandemia, ao olhar os dados em perspectiva (veja a sequência de gráficos abaixo, que mostra como a curva de casos, internações e mortes se assemelha ao longo do tempo, uma impactada diretamente pela outra). Quando há um pico de casos confirmados, leva-se em média mais 10 dias para que os leitos de UTIs comecem a encher. Então, em menos de uma semana, já se observa o crescimento acelerado no número óbitos diários. 

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Ainda que caia o número de casos e mortes repentinamente, o sistema de saúde é o último a demonstrar alívio. Isso porque em Santa Catarina um paciente na UTI fica, em média, 14 dias internado.

Foi assim em agosto, no primeiro auge de mortes, casos e internações. Depois, a curva caiu gradativamente até outubro, que foi a maior janela de oportunidade para controlar a pandemia no Estado. Ali, SC chegou a registrar somente 54% de ocupação nos leitos de UTI adultos, também teve dias com menos de 10 mortes diárias por covid-19.

Só 2 cidades de SC não têm casos ativos de covid-19
Clique e veja dados no Painel do Coronavirus

Mas feriados e eleições que se sucederam levaram muita gente às ruas. A crise política com o primeiro processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés também abalou os esforços contra o aumento de casos. E outra escalada ocorreu, com novos recordes na primeira quinzena de dezembro. 

> Acompanhe dados da vacinação em cada município de SC no Monitor da Vacina

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> Painel do Coronavírus: saiba como foi o avanço da pandemia em SC

Agora, o pico que o Estado enfrenta desde fevereiro configura uma situação mais grave, porque o sistema de saúde, que estava saturado desde dezembro não teve tempo de se recuperar. Aí veio nova onda, agravada pelas novas variantes do vírus já detectadas. O resultado são mais de 300 pessoas em filas de espera por leitos de UTI, novos recordes diários de mortes e não há clareza no horizonte de quando tudo isso terá fim. Nem os dados conseguem indicar.

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Os dados completos da pandemia por cidade estão disponíveis no Painel do Coronavírus.

Assista abaixo à animação que mostra a evolução de mortes por covid-19 em 12 meses nos municípios de SC desde o início da pandemia: