Eleições 2020: o que já se sabe sobre os novos prazos e medidas sanitárias para a votação

Uso de máscara, dispensa da biometria e horário estendido estão entre possíveis ações para segurança de mesários e eleitores nas eleições de 15 e 29 de novembro

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Adiamento da eleição provocou mudanças em prazos e vai permitir adoção de medidas sanitárias (Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS)

O adiamento das eleições municipais de 2020, aprovado esta semana pela Câmara dos Deputados, abre caminho para as definições sobre como será a votação em tempos de distanciamento social e cuidados contra o novo coronavírus.

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> Eleições 2020: data, prazos e regras do calendário eleitoral

O primeiro turno ficou definido para o dia 15 de novembro. O segundo turno, que só ocorre nas cidades com mais de 200 mil eleitores, foi marcado para duas semanas depois, em 29 de novembro.

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As regras sobre como serão os dias de votação no cenário da pandemia de covid-19 ainda devem ser definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A previsão é de que essas definições fiquem para agosto, junto com a aprovação do novo calendário eleitoral. Isso porque em julho os tribunais superiores estão em recesso. Mesmo assim, algumas hipóteses já são antecipadas e confirmam que a eleição de 2020 será diferente, e não apenas na data.

> Leia mais: Adiamento das eleições para novembro é aprovado na Câmara

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Jaime Ramos, avalia que o adiamento para novembro foi a melhor ideia e garante que a Justiça Eleitoral está preparada.

– Agora, com esse prazo a mais, melhora a performance porque ainda estamos preparando as urnas eletrônicas, fazendo a manutenção. O maior desafio mesmo é no dia da eleição, a proteção da saúde e segurança de todo mundo, mesários, juízes e eleitores principalmente. Mas a Justiça Eleitoral tem experiência de muitos anos e as eleições vão transcorrer normalmente – tranquiliza.

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Confira possíveis mudanças nas eleições 2020

Máscaras, álcool em gel e marcadores no chão

Em um documento com perguntas e respostas divulgado após a aprovação do adiamento das eleições para novembro, o TSE informou que ainda está elaborando a lista de itens necessários, mas que “já se sabe que serão necessários: álcool em gel, álcool líquido, máscaras e marcadores de chão para distanciamento social”. Segundo o texto, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, busca a doação desses produtos pela iniciativa privada para que não haja custo adicional à Justiça Eleitoral.

Exército para garantir distanciamento?

O documento do TSE também responde um questionamento sobre a possibilidade de a Justiça Eleitoral recorrer ao Exército ou às polícias para ajudar nas filas ou evitar aglomerações em locais de votação. O TSE informa que pretende dialogar com o Ministério da Defesa para “ampliar as parcerias em razão do momento delicado provocado pela pandemia”, mas que anda não há nenhuma medida concreta definida.

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Uso ou não da biometria

O TSE informou que o uso ou não da biometria é uma das questões que ainda é avaliada por técnicos e especialistas. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Jaime Ramos, diz que “em princípio, tudo indica” que a biometria vá ser dispensada, como uma das formas de reduzir o risco de contaminação da covid-19.

Horário estendido de votação

A mesma posição vale para o possível horário estendido de votação, para evitar aglomeração de pessoas nas filas. O TSE afirma que o assunto está em discussão por técnicos e especialistas. O presidente do TRE-SC afirma que a adoção do horário estendido “é bem provável”, mas que a ampliação deve ser de apenas uma hora a mais do que o habitual. Também é cogitada a definição de um horário específico para a votação de pessoas idosas ou dos grupos de risco.

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Possível uso de luvas

Uma hipótese comentada pelo presidente do TRE-SC é a possibilidade de uso de luvas descartáveis por parte dos eleitores.

– O teclado da urna é inevitável, daí a proteção que vai ter que ser verificada. O uso da luva seria uma proteção que evitaria o contágio. Se tivesse que limpar (o teclado) a cada vez, a utilização do álcool poderia até danificar a urna. Isso é algo que está se estudando ainda – afirma o desembargador Ramos.

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Grupo do TSE discute outras medidas

O TSE criou em abril um grupo de trabalho para discutir ações para viabilizar a votação em meio à pandemia de covid-19. Em reunião no fim de maio, esse comitê informou que aguardava estudos para “a adequação do leiaute das seções e para a organização das filas, para o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos mesários e demais pessoas envolvidas no processo eleitoral, para o descarte adequado dos resíduos produzidos, além de outras medidas sanitárias (…)”.

Esta semana, o tribunal também definiu as regras para confirmação de presença em convenções partidárias, onde são definidos os nomes dos candidatos, e que este ano poderão ser virtuais.

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Mudança teve 13 votos favoráveis de SC

Na bancada catarinense na Câmara Federal, o adiamento das eleições teve 13 votos favoráveis e três contra. O deputado federal Daniel Freitas (PSL), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, diz que defendia a unificação das eleições em 2022 com postergação de mandatos ou a manutenção da votação em outubro, que segundo ele reduziria custos.

– Fui voto vencido na Câmara, mas acredito que agora, ao menos para os prefeitos, fica melhor do que a ideia de dezembro, por causa do fechamento das contas anuais nos municípios – defende o parlamentar.

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Adiamento altera prazos no calendário eleitoral

O adiamento das eleições de outubro para novembro mexeu também com os prazos do chamado calendário eleitoral. A proposta de emenda constitucional (PEC) aprovada pelo Congresso prevê que os prazos já vencidos não vão ser reabertos. Isso vale, por exemplo, para o fechamento do cadastro eleitoral, que permitia a expedição ou transferência de título de eleitor somente até 6 de maio, ou para o prazo de filiação partidária para quem pretende concorrer na eleição deste ano, que precisava estar filiado até 4 de abril.

Essas datas não mudam. A única exceção é o prazo para que pré-candidatos deixem de apresentar programa de rádio e TV, que estava previsto para 30 de junho, mas agora passou para 11 de agosto. Já os prazos que venceriam após a promulgação da PEC vão levar em conta a nova data da eleição. Os prazos que vencem a partir de julho já foram adiados por 42 dias, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (3) pelo presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso (confira abaixo da matéria novos prazos do calendário eleitoral).

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Novas datas

11 de agosto

Vedação de propaganda partidária a partir desta data. Pré-candidatos também ficam impedidos de apresentar programa de rádio e TV.

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31 de agosto a 16 de setembro

Escolha dos candidatos pelos partidos em convenções, que este ano poderão ser virtuais. Também ocorre a decisão sobre coligações, que em 2020 só podem ocorrer na disputa majoritária (para prefeitos).

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26 de setembro

Data limite para partidos e coligações solicitarem à Justiça Eleitoral o registro dos candidatos.

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27 de setembro

Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet.

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9 de outubro

Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o primeiro turno.

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27 de outubro

Divulgação, pelos partidos políticos, coligações e candidatos, de relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário, os recursos recebidos e os gastos feitos.

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15 de novembro

Primeiro turno das eleições

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20 de novembro

Início da propaganda no rádio e televisão para o segundo turno

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29 de novembro

Segundo turno das eleições

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15 de dezembro

Data limite para encaminhamento à Justiça Eleitoral das prestações de contas dos candidatos e dos partidos políticos.

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18 de dezembro

Data limite para diplomação dos candidatos eleitos

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Novas datas

No caso de as condições sanitárias não permitirem a realização das eleições municipais nas datas previstas em determinadas cidades, o Congresso poderá estabelecer novas datas, mediante solicitação do TSE.