O artista Juarez Machado já atuou em diversas áreas da arte. Pintor, desenhista, caricaturista, cenógrafo, escritor, ator e até mímico. Em silêncio, sozinho e com o rosto pintado, o joinvilense interagia com os próprios desenhos em um quadro exibido no Fantástico. O formato chamou a atenção do telespectador e se tornou um sucesso na década de 1970.
Nascido em Joinville, Juarez foi estudar na Faculdade de Belas Artes, em Curitiba, após se tornar adulto. De lá, trabalhou em um canal de TV, como cenografista. Uma década depois, mais precisamente em 1973, o artista começou a integrar a equipe que trabalhou na criação do Fantástico, o programa dominical da Rede Globo.
Juarez trabalhava como cenógrafo do programa e produzia cenários e efeitos para vídeos musicais de artistas como Elis Regina, Roberto Carlos, Raul Seixas e Emílio Santiago, considerados visionários para a época.
Quando estava com um ano de casa, precisou assumir um espaço vazio deixado pela ausência de Chico Anysio, que não pode produzir o episódio de seu quadro de humor no dominical por estar doente. Juarez, que assinava a coluna de humor Nonsense, no Jornal do Brasil, inspirou-se pelo mesmo tipo de humor de suas tirinhas e criou um quadro especialmente para o programa.
Confira vídeo do artista no Fantástico
O resultado foi tão bom que permaneceu na programação. Ele interagia com os próprios desenhos, sempre com o rosto pintado de branco, vestindo uma fantasia, em silêncio e sozinho. Tornou-se também um mímico. Um artista completo. Marcou gerações não só pela tela da TV, mas pelas pinturas e esculturas que fazia.
Aos 85 anos, vivia no Rio de Janeiro, de onde fez sua partida. Na última semana, o joinvilense que já enfrentava um quadro de Alzheimer também foi diagnosticado com uma pneumonia. A informação da morte foi confirmada pela família nesta terça-feira (6). O artista será velado em Joinville, no Norte catarinense, nesta quinta-feira (8). A despedida será no Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos Cau Hansen, e será das 10h até às 17h, em cerimônia aberta ao público.





