A falsa biomédica, alvo de denúncias de pelo menos quatro pacientes que tiveram partes do corpo deformadas, não possui registro profissional, confirmou a Polícia Civil nesta quarta-feira (30). Ela atuava no município de São José, na Grande Florianópolis. Em nota, o Conselho Regional de Biomedicina da 5° Região já havia afirmado que a suspeita não tem registro profissional no conselho.
Foi aberto um inquérito policial para investigar o caso e, segundo a polícia, as vítimas devem ser ouvidas em breve para que as investigações possam avançar. Uma das mulheres vítimas da falsa biomédica contou ao NSC Total que a suposta profissional afirmava, no momento do atendimento, que era formada na área e tinha um perfil ativo nas redes sociais, onde postava resultados satisfatórios dos procedimentos.
A vítima fez um preenchimento com ácido hialurônico nos glúteos há cerca de quatro meses e, desde então, teve febre e vermelhidão no local da aplicação. Recentemente, ela precisou ser internada por sete dias e está com uma cirurgia marcada para retirar a substância do corpo. Segundo ela, o procedimento custou R$ 1 mil ao todo.
Segundo a mulher, que é técnica de enfermagem, pelo menos 27 mulheres sofreram algum tipo de lesão em procedimentos feitos com a suposta profissional. As vítimas tiveram deformações em diferentes partes do corpo, como nariz, boca, queixo, e quadríceps.
Veja imagens do caso
Falsa biomédica realiza atendimentos há mais de um ano
De acordo com o site Serasa Experian, em um consulta ao CNPJ da mulher que se dizia biomédica, ela realiza procedimentos há pelo menos um ano e cinco meses, desde março de 2024. O trabalho é registrado no ramo de atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza, em Florianópolis.
Até o momento, o CNPJ da mulher continua ativo.
O que diz o Conselho Regional de Biomedicina 5
Em nota, o Conselho Regional de Biomedicina da 5ª Região, com jurisdição nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, informou que a falsa biomédica não possui registro profissional junto ao conselho.
Veja nota completa
“Recebemos denúncias referentes ao possível exercício ilegal da profissão de biomédica, as quais foram apuradas por meio do protocolo de fiscalização e estão sendo encaminhadas aos órgãos competentes para as providências cabíveis.
Reforçamos que para atuar nessa área, existe um processo criterioso de inclusão de habilitação, e somente o profissional biomédico com habilitação em Biomedicina Estética registrada no seu respectivo Regional está apto a realizar os procedimentos estéticos dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação citada acima”, finalizou a nota.
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