Mastologista fala sobre fatores de risco do câncer de mama

Especialista alerta para fatores relacionados ao histórico familiar e sugere ações preventivas

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Mastologista Gustavo Vieira lembra que de maneira geral cerca de 80% dos casos são considerados esporádicos. (Foto: Pexels, banco de imagens)

O câncer de mama é a neoplasia maligna de maior incidência na população feminina, representando um problema de saúde pública em escala global. A maior parte dos casos ainda acontece acima dos 50 anos de idade, porém observa-se que o número de casos em pacientes mais jovens vêm aumentando a cada ano.

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Essa avanço na estatística da população mais jovem pode estar associado a uma série de fatores de risco, segundo o médico mastologista Gustavo Vieira, o perfil reprodutivo da mulher tem grande responsabilidade nesses casos.

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Fatores de riscos em mulheres:

– Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade;

– Menopausa após os 55 anos de idade;

– Primeira gestação depois dos 30 anos de idade;

– Nunca ter engravidado;

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– Uso de anticoncepcionais;

– Nas mulheres na menopausa, a utilização de terapia de reposição hormonal e mamas densas são considerados fatores de risco.

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O mastologista frisa que os fatores de forma isolada apresentam baixo risco para o desenvolvimento do câncer de mama, mas devem ser considerada a somatória deles, associados ainda ao passado da paciente e história familiar.

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Fatores de riscos relacionados ao histórico familiar:

– Parente de 1º grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama abaixo dos 50 anos de idade;

– Câncer de mama em homem na família;

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– Câncer de mama bilateral na família;

– Alguns tumores podem ter associação ao câncer de mama: tireóide, pâncreas, ovário, Intestino, estômago entre outros.

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Mas o especialista lembra que de maneira geral cerca de 80% dos casos são considerados esporádicos.

— Isso significa que a maior parte dos casos ocorrem em paciente sem histórico familiar ou fatores de risco identificados. Os outros 10% ocorrem em pacientes com histórico familiar e os outros 10% em pacientes com mutação genética — destaca o mastologista.

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Com base nos dados, a prevenção continua sendo a principal aliada na diminuição do desenvolvimento do câncer de mama. 

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Como ações preventivas, o médico sugere:

– Prática de atividade física;

– Alimentação balanceada e saudável;

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– Diminuição da ingestão de bebida alcoólica;

– Controle de peso corporal;

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– Exames de rotina feitos com constância.

Estudos revelam que entre 4 a 7 horas semanais de atividade física, podem reduzir em até 20% o aparecimento da doença, uma perda de peso de 10 quilos após a menopausa pode reduzir em até 57%, a amamentação por 12 meses reduz em aproximadamente 4,3% a chance de surgimento de câncer de mama e o consumo de frutas frescas, verduras e óleos vegetais estão associados a redução em cerca de 30%.

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Além da prevenção, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na redução ou retardo do surgimento do câncer de mama.

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— Toda paciente que apresente sintomas como, nódulo mamário ou axilar, descarga papilar, dor, alteração na pele ou mamilo, ou quaisquer outros que gerem dúvida devem procurar seu médico para uma melhor avaliação e conduta — reforça o especialista.

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