Força-tarefa é montada para investigar incêndio em fábrica de bicicletas em Blumenau

Grupo envolvendo algumas instituições estuda o maior incêndio da história de Blumenau

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Fábrica de bicicletas ficou completamente destruída (Foto: Patrick Rodrigues)

Uma força-tarefa foi montada para investigar o incêndio que atingiu a fábrica de bicicletas da Mormaii, no prédio do antigo Celeiro do Vale, em Blumenau. O grupo de trabalho é formado por peritos e especialistas da Defesa Civil, Polícia Cinetífica, Polícia Civil e Bombeiros Militares. A rua da empresa, que sofre interdições desde o ocorrido, deve ser liberada apenas depois que a perícia garantir que não há risco de desabamentos das paredes próximas à via. 

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Conforme o protocolo adotado em todos os incêndios em edificações, os bombeiros militares iniciaram a perícia para explicar não só a causa, como analisar os sistemas preventivos, a ação da corporação e outros estudos. Porém, por ser uma ocorrência histórica, outras instituições somam esforços com os socorristas para uma avaliação aprofundada.

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Uma equipe especializada da Polícia Penal de Santa Catarina está em Blumenau para a perícia, que deve terminar entre esta quarta e quinta-feira, afirma a Polícia Penal. Eles farão imagens aéreas e exames internos. 

A área de 33 mil metros quadrados destruída pelas chamas, no bairro Salto do Norte, apresentava perigo desde o combate ao fogo na última quinta-feira (7). O risco de desabamentos foi um dos principais empecilhos para eles durante as mais de 20 horas de trabalho.

Engenheiros contratados pelas duas empresas que ocupavam o espaço devem ser autorizados a entrar no local ainda nesta tarde. Eles terão o papel de confirmar a análise preliminar da Defesa Civil, que mostrou haver risco de queda das paredes. Assim, o trânsito da Rua Pomerode, que está interditado por conta disso, só será liberado depois da decisão de demolir ou não as estruturas. 

Além disso, a equipe precisa apresentar o cronograma de ações para acompanhamento da Defesa Civil. 

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Perigo no trânsito

O repórter da NSC TV, Felipe Sales, mostrou que o bloqueio na rua, que é paralela à BR-470, tem resultado em infrações de trânsito. Para os moradores poderem seguir em sentido ao bairro Salto do Norte, é preciso voltar à rodovia e fazer um retorno.

No entanto, quem não tem paciência de cumprir essa regra, atravessa por um pequeno barranco. Ou então tira os cones da rua e ignora a interdição. Sabendo disso, a Defesa Civil pediu agilidade na decisão sobre a demolição ou não das paredes.

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O que diz a empresa

Em nota, a Free Action, empresa que monta as bicicletas Mormaii, explicou que possui cerca de 160 funcionários e que passou os últimos cinco com a fábrica instalada no local do incêndio. No momento, a empresa faz o levantamento das perdas e o plano de retomada. A instituição aguarda o resultado das investigações e o laudo pericial.

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