Forças Armadas reservaram R$ 546 mil para comprar botox entre 2018 e 2020

Produto tem seu principal uso em tratamentos estéticos, mas pode servir também como um relaxante muscular e ser parte do tratamento de outras doenças neurológicas e oftalmológicas

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Botox é usado principalmente em tratamentos estéticos (Foto: Stockbyte Silver / Reprodução)

O painel de compras do Governo Federal aponta que entre 2018 e 2020 foi reservado R$ 546 mil para a compra de toxina botulínica, o botox, para os militares. Já em 2021 e 2022, foram 17 frascos comprados, sendo oito em 2021 e nove neste ano. Nesta semana, o UOL divulgou que as Forças Armadas realizaram compras de viagra e próteses penianas recentemente.

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Em 2018, o presidente do Brasil era Michel Temer (MDB). Jair Bolsonaro (PL) assumiu a partir de 2019.

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O botox tem seu principal uso em tratamentos estéticos, mas pode servir também como um relaxante muscular e ser parte do tratamento de outras doenças neurológicas e oftalmológicas.

O UOL procurou o Exército para saber quais os usos e finalidades eram dados à substância, mas até o momento não obteve resposta dos militares. Em nota, o Ministério da Defesa explicou que o Hospital das Forças Armadas não adquire a toxina botulínica para fins estéticos.

“A substância é largamente utilizada em tratamentos para estrabismo, acalasia, dor pélvica, espasmos musculares, espasticidade, hiperatividade da bexiga, hiperhidrose, além de outras doenças neurológicas. Cabe destacar que a substância também é utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), no atendimento à população brasileira, em geral, conforme orientação médica”, explicou a Defesa.

Compras polêmicas

Nos últimos dias, as Forças Armadas estiveram em meio à descoberta de controversos gastos, depois da autorização para a compra de comprimidos de viagra, remédios para calvície e até mesmo próteses penianas.

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Deputados da oposição reagiram. Marcelo Freixo e Elias Vaz pediram investigação no Ministério Público Federal. Bira do Pindaré está recolhendo assinaturas para a instalação de uma CPI para investigar as compras suspeitas. Os três deputados são do PSB.

Outro lado

Em nota do Centro de Comunicação Social do Exército, a instituição afirmou que em 2021 comprou três próteses penianas e não 60, como afirmam os parlamentares.

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“O Exército esclarece que foram adquiridas apenas três próteses penianas pelo Exército Brasileiro, em 2021, para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército e não 60, conforme foi divulgado por alguns veículos de imprensa”

A instituição também afirmou que “é atribuição do Sistema de Saúde do Exército atender a pacientes do sexo masculino vítimas de diversos tipos de enfermidades que possam requerer a cirurgia para implantação da prótese citada”.