Grupo que cobrará manutenção de espaços públicos na Capital de SC define três primeiros locais para vistorias 

Entenda como vai atuar força-tarefa do MP-SC com mais de 10 entidades para monitorar preservação de pontes, passarelas, trapiches e escolas de Florianópolis

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Reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (Foto: Divulgação, MP-SC)

Um grupo de trabalho liderado pela 30ª Promotoria de Justiça da Capital vai acompanhar a fiscalização de espaços e equipamentos públicos em Florianópolis. A força-tarefa se reuniu pela primeira vez na tarde desta segunda-feira (27) no Ministério Público (MP-SC).

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Na ocasião, as entidades que integram o grupo definiram os três primeiros espaços públicos que serão vistoriados. São eles: a passarela de pedestres da Avenida da Saudade, próximo ao elevado do Teatro do CIC, o trapiche da Praia da Saudade, em Coqueiros, e o ginásio de esportes Carlos Alberto Campos, próximo ao Estádio Orlando Scarpelli, no Estreito, região continental de Florianópolis.

Os três locais foram elencados como pontos que já deixaram de receber manutenção e podem apresentar risco. A passarela da Avenida da Saudade já teve uma das quatro rampas interditadas na semana passada por conta de oxidação causada pela umidade.

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Fazem parte do grupo entidades como Conselho Regional de Engenheiros e Agronomia (Crea-SC), a Defesa Civil de Florianópolis, a Secretaria de Infraestrutura do Estado e do Município, Corpo de Bombeiros, Conselho Comunitário de Segurança do Centro (Conseg), Polícia Civil, Associação Catarinense de Engenheiros (ACE) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

A força-tarefa vai se reunir uma vez por mês. O próximo encontro ocorre no dia 3 de março, quando já serão apresentados os laudos das vistorias feitas nos três primeiros locais. Engenheiros do CREA, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros farão as inspeções nos espaços. Dependendo do resultado dos laudos, os espaços podem ser interditados ou o ente responsável pela manutenção, como o município ou o Estado, pode ser chamado para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com prazos para efetuar a manutenção.

– Essa união de esforços de todos esse órgãos é fundamental. Primeiro, para garantir a segurança das pessoas que usam esses equipamentos. Em segundo lugar, é uma forma de zelar pela boa gestão de recursos públicos porque o patrimônio que não sofre manutenção vai gerar problema lá na frente, vai causar gastos aos cofres públicos. É segurança das pessoas e também é zelo pelos recursos públicos – explica o promotor responsável pela 30ª Promotoria, Daniel Paladino.

O caso das pontes de Florianópolis é citado como um ponto de partida do grupo. A intenção é evitar que a falta de manutenção ao longo dos anos provoque transtornos e gastos mais elevados para o poder público no futuro. Por isso, o grupo liderado pelo MP-SC também pretende cobrar cronogramas de manutenção em obras que venham a ser inauguradas pelo poder público.

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– O objetivo primeiro é criar uma cultura de preservação do patrimônio público, de manutenção das estruturas, edificações, de criar cronograma de manutenções – explica Paladino.