Uma família de Florianópolis aguarda há nove dias a liberação do corpo de Patrícia Ramos, de 64 anos, que morreu no início do mês, mas não consegue ser enterrada devido à falta de um documento de identificação. A Polícia Científica tenta alternativas para confirmar a identidade da idosa. As informações são do g1 SC.
Patrícia deu entrada no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), no dia1º de julho. Ela morreu no mesmo dia e, desde então, a família tenta liberar o corpo da idosa.
Segundo a filha, Juliana Ramos do Nascimento, Patrícia vivia apenas com o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). “Tudo era no nome do meu padrasto ou no nome do meu pai”, diz.
— A gente quer só um um enterro, um velório digno para ela — diz Aline de Oliveira, sobrinha de Patrícia.
De acordo com a Polícia Científica, a principal dificuldade para liberar o corpo é a falta de identificação oficial. Isso porque os peritos não encontraram nenhum cadastro por meio das digitais da idosa, nem estadual, nem no Tribunal Eleitoral, o que indica que ela nunca teve título de eleitor com biometria.
Os filhos sabem que a mãe é natural de Otacílio Costa, na Serra de Santa Catarina, mas não sabem onde ela foi registrada. Antes de morrer, a mãe estava tentando ir atrás dos documentos, mas não obteve sucesso.
— Ela falava que estava procurando advogado, essas coisas, com as amigas dela na época. Mas até então a gente achou que tinha alguma coisa pelo menos em mãos. E, na verdade, não tinha nada — diz a filha.
Por conta da situação, a família entrou com uma ação judicial para seguir com o processo fúnebre, contudo, ainda não há previsão para o corpo ser liberado.
A advogada da família informou que o processo judicial está em andamento e todas as providências necessárias estão sendo tomadas, a fim de encontrar informações e documentos.
Exame genético
Sem conseguir identificar a idosa com documentos e digitais, a Polícia Científica vai recorrer à análise genética. O superintendente regional, Cassiano Bremm, explicou que o DNA da idosa será comparado com o dos filhos. Como são vários filhos, a chance de confirmar o vínculo é alta.
— Com isso vão decidir qual o nome que vai na declaração de óbito. E é só com essa declaração em mãos que a família vai conseguir fazer o funeral — explica Bremm.
O exame genético pode levar até 30 dias para ficar pronto. No entanto, o Judiciário pode liberar o corpo antes disso.
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